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Alagoas e a (Ainda) Dependência Canavieira Por trás do temporário verde, um problema a ser solucionado (Reprodução Internet)

Alagoas e a (Ainda) Dependência Canavieira

Como fornecedor, principalmente, de produtos agrícolas, produtos de origem animal e matéria prima para industrialização, nosso estado ainda depende muito da cana de açúcar, visto que, praticamente, metade dele ainda é abrangido por essa lavoura canavieira.   

Não trata-se aqui de, somente, contestar o porque dessa dependência, análises sociológicas ou bandeiras políticas contrárias sobre essa dura realidade... trata-se da verdade.

Todo empresário, industrial ou produtor agrícola, ainda é portador da livre iniciativa, apesar do peso da máquina pública e dos impostos. São eles que produzem riquezas e necessitam da força de trabalho ou da inteligência executiva para tocarem seus negócios.

Como estado fornecedor de mão de obra básica açucareira, há várias cidades, principalmente na zona da mata, que quando chega a entressafra da produção canavieira, desemprega legiões de cortadores de cana sem a mínima formação escolar e sem perspectivas. 

Outro porém do mercado açucareiro são as chamadas e detestadas queimadas, prática combatida pelos ecologistas e pelos defensores da saúde pública. 

E aí entra outro impasse: A cana crua é muito mais difícil de ser arrancada pelo braço humano. E agora? Ar puro? Ou oportunidade de trabalho para quem não tem formação?

E se os grandes agricultores adquirirem em bloco as máquinas colhedoras e extratoras de cana in natura? Sem queimar?

Não é coisa fácil de se resolver de vez.

É... a cana de açúcar, mesmo com esfriamento do programa de combustível alcoólico e a crise geral, subsiste por todo mundo precisar “adoçar a vida” com essa situação catastrófica.

E essa dita catástrofe precisa de urgente resolução, que não espere somente por políticas de longo prazo como a educação de gerações.

Há que se debruçar sobre as várias vertentes e inteligências das terras caetés, coisa que sempre esperamos acontecer desde que nos entendemos em ser gente das Alagoas.

Nosso agreste sofre menos com isso.

Mas, isso é assunto para um próximo texto.    

 

Au Revoir!

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