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Futebol alagoano
Desemprego no futebol: o drama dos profissionais que lutam pelo título da sobrevivência Divulgação

Desemprego no futebol: o drama dos profissionais que lutam pelo título da sobrevivência

A taxa de desemprego no Brasil atinge 13 milhões de pessoas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. E muitos profissionais do futebol estão incluídos nessa estatística, após terem sido jogados “para o escanteio” por um calendário perverso que beneficia apenas alguns clubes.

De acordo com informações que consegui apurar, o futebol brasileiro dispõe de pelo menos 660 times profissionais inscritos nas federações estaduais e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Apenas 40 deles contam com um calendário anual por integrarem as séries A e B do Campeonato Brasileiro. Outros 20 contam com mais alguns meses de trabalho em razão da série C, enquanto outros 68 se aventuram na série D e dependem de avançar de fase.

Ou seja, mais de 530 times dependem, exclusivamente, dos campeonatos regionais, geralmente, curtos e alguns deles com pouca visibilidade. Isso obriga muitos profissionais de qualidade, cito aqui treinadores, auxiliares, preparadores físicos, jogadores e pessoal de apoio, a buscarem alternativas para sustentarem suas famílias. Alguns conseguem emprego em clubes de divisões superiores ou nas segundas divisões dos estados, no entanto, alguns terminam atuando em ligas amadoras ou buscando vaga no mercado formal para complementar a renda.

É triste ver esse cenário. Enquanto um treinador de série A (Adilson Batista) ao invés de valorizar seus colegas de trabalho, menospreza as demais séries do futebol nacional e diz preferir o futebol europeu. É lamentável ver setores da imprensa defendendo o fim dos campeonatos estaduais, esquecendo esses “especialistas” que os estaduais são fonte de empregos para jogadores e profissionais que trabalham, direta ou indiretamente, com o futebol. Além de ser uma fonte para revelar excelentes jogadores.

Não dá para esperar nada da CBF. Mas a sociedade precisa ver o futebol por uma nova ótica, valorizando sua importância social e fazer uma mobilização para que essa história possa mudar.

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Cláudio Barbosa Lopes

Radialista, especialista nas áreas de esportes e policial. Começou a atuar no rádio em 1984 na rádio Novo Nordeste AM. Passou pelas Rádio Sampaio AM (Palmeira dos Índios-AL), rádio Liberdade AM (Aracaju-SE) e Rádio Mauá (SP). Retornou a casa natal em 2002 onde permanece até hoje. [ Mais... ]

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