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14 partidos ficarão de fora da campanha eleitoral de 2022 e podem ser extintos Partidos terão dificuldades para conseguir recursos em 2022 (Crédito da imagem: Luis Macedo/ Congresso Nacional)

14 partidos ficarão de fora da campanha eleitoral de 2022 e podem ser extintos

Fechados os resultados do 1º turno das eleições 2018 em todo o Brasil, os partidos políticos se preocupam agora com uma outra questão: a própria sobrevivência. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao menos um terço dos partidos não atingiram a cláusula de barreira, ítem necessário para ter acesso aos recursos do fundo partidário e eleitoral nas eleições de 2022. O TSE ainda vai divulgar uma lista definitiva dos partidos atingidos pela cláusula.

Das 30 legendas que conseguiram eleger deputados, 14 não atingiram o índice mínimo de votos válidos e também não elegeram deputados federais suficientes para vencerem a cláusula – que além dos recursos financeiros, define também quais partidos terão tempo de TV e rádio nas próximas eleições. PCdoB, Patriota, PHS, PRP, PMN, PTC, Rede, PPL, DC, PRTB, PMB, PCB, PSTU e PCO não atingiram nenhum dos requisitos e aguardam a divulgação oficial do TSE para serem excluídos desses benefícios em 2022.

Se em 2022, essas siglas tiverem desempenho suficiente, voltarão a ter acesso ao fundo partidário e à propaganda. A regra fica mais rígida de eleição em eleição.

Outros quatro partidos passaram no limite e precisam melhorar seus desempenhos em 2022. Avante, PPS, PSC e PV cumpriram um dos critérios deste ano — seus candidatos à Câmara tiveram mais de 1,5% dos votos válidos e ficaram acima de 1% em pelo menos nove estados — mas, suas votações ainda não superam a barreira da próxima eleição. Já metade (18) do total de partidos conseguirá, caso mantenha a votação no mesmo patamar, superar, novamente, a cláusula daqui a quatro anos.

A Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, é um dos partidos que não cumpriram nenhuma das metas, segundo a projeção. O mau desempenho de Marina na eleição presidencial teve paralelo no resultado da legenda na disputa por vagas na Câmara dos Deputados com apenas uma parlamentar eleita — a indígena Joenia Wapichana em Roraima.

Especialistas avaliam que a cláusula de barreira deu o primeiro passo para reduzir a fragmentação partidária, mas afirmam que outras variáveis influenciarão a representação de cada legenda no Congresso nos próximos anos. O fim das coligações proporcionais, a partir das eleições municipais de 2020, trará dificuldades para legendas nanicas cujos deputados são puxados por partidos mais fortes.

 

Da redação

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