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OPINIÃO - 7 de Outubro pode sacramentar aposentadoria de dois caciques Senador Benedito de Lira e deputado Maurício Quintella podem iniciar o ano de 2019 sem mandato (Montagem NN1)

OPINIÃO - 7 de Outubro pode sacramentar aposentadoria de dois caciques

A última pesquisa Ibope para o senado em Alagoas delineou bem o cenário atual que pode trazer uma novidade: o ano de 2019 pode começar com um novo senador e dois grandes caciques da política alagoana aposentados (pelo menos temporariamente). Rodrigo Cunha (PSDB) chegou, ultrapassou e sumiu no horizonte, preocupando os dois grupos nesta reta final.

Pela ordem de idade, o primeiro deles é Benedito de Lira. Do alto de seus 76 anos e ainda muita energia, Biu começou a campanha engatado na 5ª marcha e alguns requisitos lhe forneciam o combustível para acreditar na vitória: bons apoios com prefeitos do interior, apoio dos prefeitos das duas maiores cidades do estado e a montagem, a partir daquele momento, de uma chapa super competitiva com Collor na cabeça.

Mas como já diria o poeta, treino é treino e jogo é jogo. Biu fez um treino certinho, mas na hora do jogo... faltou fôlego. Os prefeitos não foram suficientes; Rui Palmeira em Maceió, ao tempo em que apóia Biu, também pede votos pra Rodrigo Cunha e até Maurício Quintella; e em Arapiraca, o velho senador sofre com a impopularidade de Rogério Teófilo. Tudo isso ao mesmo tempo foi minando sua confiança e afugentando seu eleitorado, o que se comprovou no Ibope desta quinta.

O segundo nome, bem mais jovem, é o de Maurício Quintella. O ex-ministro de Temer parece que foi mordido pela mosca azul do poder e enxergou mais do que a realidade era de verdade. Deixou o governo Dilma em 2016 com vídeo e fazendo as contas do impeachment, crente que o eleitorado anti-PT estaria com ele nas eleições. Tornou-se o super ministro de portos, aeroportos e transportes com orçamento bilionário pra fazer e desfazer,  mas não contava que Michel seria o presidente mais impopular de todos os tempos. Com o espólio do ministério e apoio do palácio Zumbi dos Palmares, seria deputado federal novamente, mas preferiu se aventurar por águas turvas... e, lentamente, vai se afogando.

Para ambos os candidatos, indiciados em operações policiais, e no caso de Quintella, condenado em 1ª instância, ficar sem mandato pode ter graves consequências no âmbito policial em tempos de uma sociedade com tanta rejeição a políticos e à corrupção.

Restam duas semanas para que Biu ligue o turbo e consiga alcançar Cunha, e Maurício opere o milagre da ressurreição. Aguardemos.

 

Luciano Amorim

Jornalista, editor-chefe do NN1

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