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“Autoritário, muito impositivo e simplista”, diz Teotônio Vilela sobre Bolsonaro Ex-governador concedeu entrevista a NN (Foto: Luciano Amorim)

“Autoritário, muito impositivo e simplista”, diz Teotônio Vilela sobre Bolsonaro

O ex-governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), foi o entrevistado desta sexta-feira (05/10) no programa NN Entrevista na rádio Novo Nordeste FM. Teotônio conversou com os radialistas José Rocha, Gilberto Júnior e Luciano Amorim sobre o cenário político atual, seu período de andanças com o pai, o velho senador Teotônio Vilela, falecido em 1983; falou também sobre a ausência do prefeito Rui Palmeira da disputa ao governo e ainda sobre a escolha de Collor como o candidato do seu grupo.

O ex-governador lamentou o fato de Rui Palmeira (PSDB) não ter entrado na disputa ao governo, mas afirmou entender suas razões. “Eu queria muito o Rui Palmeira. Inclusive às vésperas da convenção do partido que iria me reeleger presidente [regional do PSDB], eu fiz questão de abrir mão da postulação e cedi para o Rui, porque eu sempre entendi que o candidato a governador precisa comandar o partido, sem depender de ninguém para tomar as decisões com mais celeridade”, afirmou.

“Infelizmente, a decisão dele [de não se candidatar ao governo] foi por questões familiares. O Guilherme Palmeira doente, a Suzy [Susana Bandeira Palmeira, mãe de Rui] também. A família, a esposa e o pai pediram, pra não ter tanta confusão. Fiquei frustrado, porque eu tinha o sentimento que o Rui ganharia essa eleição”, enfatizou o ex-governador.

Téo relembrou com nostalgia dos tempos em que acompanhava seu pai, o velho senador Teotônio Vilela nas andanças pelo Brasil, e fez um parâmetro com o momento atual em que uma parcela dos brasileiros fala sobre um regime militar no país. “Ele tinha uma espécie de varinha de condão que quando chegava despertava o brilho e a esperança no coração dos brasileiros que andavam tristes. Pregava a liberdade, a democracia, um Brasil novo”, relembrou.

“Vejo o cenário radicalizado com Bolsonaro, as pessoas defendendo que todo mundo tem que usar arma, um discurso autoritário, muito impositivo e simplista. Esse país é um só, hoje vejo pai brigar com filho, irmão com irmão. Meu caminho é o da sensatez”, concluiu o ex-governador, falando sobre o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Vilela falou ainda sobre a escolha do grupo político ao qual faz parte em escolher o ex-presidente Collor como candidato ao governo. “Eu não fui consultado. E se tivesse sido, seria contra. Não concordo com as ideias do Collor e seu comportamento na política, não é de hoje. Votei no Collor uma única vez em 1986 e fiquei muito decepcionado porque ele foi um péssimo governador. Usou aquela história de ‘caçador de marajás’, elegeu-se presidente da República e desiludiu um país inteiro”, concluiu.

 

Da redação

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