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Pinto de Luna fala sobre educação e combate à seca em sabatina na NN Candidato Pinto de Luna em sabatina na Novo Nordeste. Foto: Taísa Bibi

Pinto de Luna fala sobre educação e combate à seca em sabatina na NN

Em entrevista à rádio Novo Nordeste na manhã deste sábado (22/09), o candidato ao governo de Alagoas pelo PROS, José Pinto de Luna, falou de sua carreira política e de suas propostas. A candidatura Pinto de Luna foi substituída na última segunda-feira (17/09) após desistência de Fernando Collor (PTC) na disputa do pleito.

José Pinto de Luna já foi superintendente da Polícia Federal em Alagoas. Esta não é a primeira vez que ele tenta se eleger para um cargo público, mas é a primeira vez para governador. Em 2010, foi candidato a deputado federal, e em 2014, a deputado estadual. Além disso, também foi superintendente municipal de Transportes e Trânsito de Maceió entre 2010 e 2011.

Rasteira política

Segundo o candidato Pinto de Luna, ele havia feito uma pré-campanha de um ano, e tinha o apoio da militância do Partido dos Trabalhadores (PT). “Andamos durante um ano, ganhamos as prévias. A militância queria que eu fosse ao senado, mas recebi uma rasteira de Renan Calheiros".

Na época o candidato chegou a dizer que “Ou serei candidato ao senado, ou não serei a nada”. Quando argumentado sobre o assunto, ele falou que: “Me foi imposto, me foi retirada a minha candidatura ao senado, eu tinha um acordo com partido, a cúpula do PT em negociações com Renan me tirou do processo.”

“Eu fui fiel ao PT e a minha candidatura, ganhamos as prévias... fui aclamado pela juventude que me queria no senado, e pediram para que não fosse jogado o trabalho fora, e por isso fui candidato a deputado federal”, completou Pinto de Luna.

União do grupo

Fernando Collor de Melo ao desistir da candidatura ao governo de Alagoas revelou que um dos motivos foi a falta de apoio e reciprocidade.

Pinto de Luna disse que uma das exigências para aceitar se candidatar foi a condição de união do grupo. “Após consulta de todos os presidentes do partido, menos do Collor, que acredito que concordou mas não falei diretamente com ele, todos (Rodrigo Cunha, Tomás Nonô, JHC, Rui Palmeira, Biu de Lira) deram o aval e acharam excelente a colocação do meu nome à candidatura”.

O candidato acredita que a eleição pode ir para segundo turno. “Estamos unidos e de imediato começamos a luta, faltam poucos dias, mas estamos na estrada. Conto com o voto de pessoas que querem mudança para Alagoas e, acredito sim, que possamos ir ao segundo turno”.

Segurança Pública

Pinto de Luna disse que a segurança pública é o calcanhar de Aquiles dos governos. E duas medidas serão tomadas em seu governo: prevenção e repressão. “Nossa proposta é de revitalizar a PM para a que mesma atue, eficazmente, na prevenção. Não conseguindo evitar,  precisamos reprimir, exemplarmente, fortalecendo a polícia judiciária e a perícia para fortalecer a prova, só com a prova alguém é culpado ou inocentado”.

Educação

“A educação traz reflexo na saúde e na segurança. O criador que é o professor não pode ganhar R$. 3.000 enquanto a sua criatura, como eu, ganha R$. 30.000. Sem o criador não existe criatura, precisamos valorizar o professor”, disse o candidato.

Pinto de Luna falou que é necessária a capacitação dos trabalhadores da educação como um todo. Como exemplo, a merendeira deve ter autonomia. “Se a merenda não é de qualidade, a merendeira tem que estar motivada e ter voz para dizer que o macarrão não presta, por exemplo”.

Seca

Pinto de Luna indaga as questões da seca com a pergunta: “A quem interessa?”. Para o candidato, o sertão alagoano é pequeno e está próximo do rio São Francisco. "Estados como o Ceará irão receber água do Velho Chico, enquanto em Alagoas, o canal do sertão não anda porque existe a indústria dos carros pipas”. E completou “A quem interessa? Certamente ao segmento político para manter o cabresto”.

Saúde

José Pinto de Luna, disse que para resolver o problema da saúde basta os políticos pararem de desviar recursos, aplicando o dinheiro da saúde sem superfaturamento.

“Eu tenho certeza que não faltam recursos, verba tem, o dinheiro vem, e algumas vezes são devolvidas, porque não conseguem roubar e não aplicam o dinheiro da forma correta”, afirmou o candidato.

Pinto de Luna completou: “É necessário parar de fazer meia boca para roubar o resto”.

PT

O candidato Pinto de Luna disse que saiu do Partido dos Trabalhadores porque estava sendo massacrado com promessas não cumpridas. Para ele: “O partido precisa ser mais sério e o PT é uma Ferrari com dois pneus furados, mas se concertar, é uma boa máquina”.

Políticos de seu partido envolvidos em investigação

Pinto de Luna disse que hoje é político e que não tem nenhum problema em subir no palanque com pessoas indiciadas na operação Taturana, quando era o delegado responsável pela operação, a exemplo de Artur Lira.

“Reajo com muita naturalidade porque hoje sou político, o que foi investigado pela PF, não cabe a mim julgar, me sinto tranquilo, Artur Lira responde pelo que deve responder e até onde eu seu não está nem inelegível. Então quem sou eu pra julgar, ele tem o caminho dele e eu tenho o meu”.

 

Da redação

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