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CBF e FIFA desistem de criar empresa para administrar verba da Copa de 2014 Crédito: reprodução internet

CBF e FIFA desistem de criar empresa para administrar verba da Copa de 2014

A FIFA e a CBF desistiram de criar uma empresa específica para gerir os recursos do fundo de legado da Copa de 2014. Dessa forma, as partes mudam o planejamento para colocar em prática os projetos para uso da verba de US$. 100 milhões (brutos), direitos adquiridos pelo fato de o Brasil ter sediado a competição. Os recursos serão geridos, diretamente, pela CBF, conforme modelo adotado, inicialmente, antes dos escândalos de corrupção que envolveram cartolas brasileiros.

As 2 entidades entendem que seria um gasto considerável de dinheiro para o estabelecimento da empresa do legado. O principal impacto viria da carga tributária. Além disso, outros custos operacionais pesariam no orçamento como o aluguel de uma sede, a contratação de pessoas e outras despesas inerentes ao cotidiano de uma empresa.

A criação de uma nova estrutura também foi vista como mais um causador do atraso para que os projetos sejam concretizados.

Segundo os balanços financeiros da CBF, o uso do fundo de legado está estacionado desde 2016. Tirando os descontos de impostos, a projeção é que sobrariam US$. 70 milhões para aplicação em projetos. Em que pesem as variações cambiais, a confederação registrou o gasto de R$. 16,8 milhões.

A CBF já intercedeu várias vezes junto à FIFA para que o dinheiro seja liberado. Inclusive, o futuro presidente e atual diretor executivo de gestão, Rogério Caboclo, abordou o assunto em reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, domingo passado (23/09) em Londres.

O fundo de legado é destinado à capacitação e o desenvolvimento do futebol em setores como infraestrutura, futebol feminino, futebol de base, área social e serviços médicos.

No que diz respeito ao aparato estrutural, a CBF teve como meta inicial a construção de centros de treinamento nas 15 capitais que não receberam partidas da Copa.

Assim, R$. 5,79 milhões foram gastos com 2 terrenos em Tocantins e Rondônia. Sem construção em andamento, cabe à CBF pagar o IPTU. Belém, capital do Pará, terra do atual presidente da CBF Coronel Nunes, é a única cidade que teve CT entregue, ainda em 2014, como “presente” da FIFA para a largada do projeto.

 

Da redação com O Globo

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