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Cientistas que revolucionaram pesquisas a laser levam Prêmio Nobel de Física Nobel de Física de 2018. Foto: Twitter/Reprodução

Cientistas que revolucionaram pesquisas a laser levam Prêmio Nobel de Física

Nesta terça-feira (2/10), foi anunciado os vencedores do prêmio Nobel de Física 2018. A premiação foi concedida a 2 físicos e 1 física. O americano Arthur Ashkin, o francês Gérard Mourou e a canadense Donna Strickland, foram laureados por suas invenções inovadoras no campo da física a laser.

Strickland é a 3ª mulher a ganhar o prêmio de Física e a 1ª mulher a receber o laurel em 55 anos.

As contribuições de Arthur Ashkin referentes a pinças ópticas e sua aplicação aos sistemas biológicos lhe renderam metade do prêmio de 9 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 4 milhões).

Já a dupla Gérard Mourou e Donna Strickland dividem a outra metade do prêmio pelo método de geração de pulsos ópticos ultracurtos de alta intensidade.

A Real Academia Sueca de Ciências falou sobre a premiação em uma publicação no Twitter. "As invenções do Prêmio Nobel deste ano revolucionaram a física a laser. Objetos, extremamente, pequenos e processos, incrivelmente, rápidos agora aparecem sob uma nova luz. Instrumentos avançados de precisão estão abrindo áreas de pesquisa inexploradas e uma infinidade de aplicações industriais e médicas".

Arthur Ashkin inventou pinças ópticas capazes de pegarem partículas, átomos, vírus e outras células vivas por meio de raio laser. Essa nova ferramenta permitiu que Ashkin percebesse um antigo sonho de ficção científica: usar a pressão de radiação para mover objetos físicos.

Um grande avanço veio em 1987 quando Ashkin usou as pinças para capturar bactérias vivas sem prejudicá-las. Começou, então, a estudar sistemas biológicos e pinças ópticas que são agora, amplamente, utilizadas para pesquisarem a maquinaria da vida.

Gérard Mourou e Donna Strickland abriram o caminho para os pulsos de laser mais curtos e mais intensos. Usando uma abordagem engenhosa, eles conseguiram criar pulsos de laser de alta intensidade ultracurtos sem destruir o material amplificador.

A técnica recém-inventada de Strickland e Mourou logo se tornou padrão para lasers subsequentes de alta intensidade. Seus usos incluem as cirurgias oculares corretivas que são realizadas usando os feixes de laser mais nítidos.

 

Da redação com O Globo

 

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