Portal NN1

Últimas

Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá revisitam clássicos da Legião Urbana Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, remanescentes da Legião Urbana (Divulgação)

Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá revisitam clássicos da Legião Urbana

Corriam os duros e difíceis (e igualmente deliciosos) anos 80. Entre as dificuldades de um país pobre e perdido economicamente, florescia o novo rock brasileiro, capitaneado por quatro garotos de Brasília que produziam um som poderoso e marcante. Em 1986, ainda sob efeito do sucesso absoluto do primeiro disco, veio o estonteante ‘Dois’ – e um ano depois, com sobras dos dois álbuns anteriores, veio ‘Que País É Este’, e a consagração definitiva. Óbvio que estamos falando da Legião Urbana, a lendária banda brasiliense.

Mas aí veio 1996, e a AIDS levou o líder da banda, Renato Russo. Se Queen sem Freddie Mercury é Claudinho sem Buchecha, muitos podem dizer o mesmo de Legião Urbana sem Renato Russo. Mas depois da turnê “Legião Urbana XXX anos”, que dobrou até os fãs mais fervorosos através do apelo das canções escritas pelo saudoso ex-líder da banda, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá seguem revisitando a própria história. Agora, em show inédito baseado nos discos “Dois” e “Que país é este”.

Os dois remanescentes da banda falaram com o jornal O Globo, e explicaram a nova turnê que vai passar por muitas capitais brasileiras. “A gente sempre esteve muito forte no palco, mas acabamos fazendo poucos shows, então era a oportunidade de levarmos estas músicas para a estrada”, afirma Dado Villa-Lobos.

Considerado por muitos o melhor álbum da carreira do grupo, “Dois” traz clássicos como “Tempo perdido” e “Eduardo e Mônica”, que devem ser reproduzidas no novo show. “O Renato dizia que o segundo disco era o que dizia se você veio para ficar ou se está só de passagem, e a gente acreditou nisso. Estamos construindo esse repertório. A ideia é tocarmos todas as músicas dos dois discos, misturadas” contou, explicando como será a escolha do repertório.

Os remanescentes da banda tocam ao lado de Lucas Vasconcellos (guitarra), André Frateschi (voz) e Roberto Pollo (teclado e programações). “A Legião Urbana acabou com a morte do Renato. Desde o início, a ideia desse projeto é levar o repertório da Legião para os fãs saudosos”, diz Dado.

Questionado sobre a presença de André Frateschi e a tentativa de ‘imitar’ Renato, Bonfá avisa que a reação das plateias tem sido positiva justamente pelo contrário: o cantor/ator está ali para homenagear o ídolo, não imitá-lo. “A reação dos fãs tem sido quase catártica, porque a troca com o André é muito intensa”, elogia.

Já segundo Dado, o poder do show está nas canções:

O show ‘Legião Urbana’ será exibido neste final de semana no Rio de Janeiro, e tem datas marcadas em algumas capitais brasileiras até o fim do ano. A ideia da dupla é percorrer o Brasil de norte a sul, até o fim do ano que vem. Será que Alagoas pinta na turnê do grupo?

Da redação, Luciano Amorim (com informações de O Globo)

Compartilhe essa notícia
  • whatsapp

Últimas