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Em sabatina na NN, Renan Calheiros comenta desistência de Collor: "A derrota ia ser muito grande" Senador Renan Calheiros concede entrevista a NN (Foto: Diego França/ NN1)

Em sabatina na NN, Renan Calheiros comenta desistência de Collor: "A derrota ia ser muito grande"

O senador Renan Calheiros (MDB) foi o quinto entrevistado da série de sabatinas promovida pela Rádio Novo Nordeste FM nesta segunda-feira (17/09). O senador que tenta o seu quarto mandato no parlamento, falou, abertamente, sobre suas ações como presidente do Congresso Nacional, a desistência de Collor da candidatura ao governo e também fez muitas críticas ao prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo (PSDB)  e à ex-prefeita Célia Rocha (PTC).

Perguntado sobre como pretende atuar com relação às regalias dos parlamentares, o senador respondeu que em seu mandato como presidente do senado reduziu bastante esses privilégios, trazendo para si, inclusive ,muitas inimizades. “Fiz o maior enxugamento de uma instituição legislativa. Pegamos mais de 1.100 servidores que ganhavam acima do teto constitucional, foi um drama. Criei comissão, mandei afastar. Uma liminar do STF impediu que deixássemos de pagar, eu tive que derrubar. O Senado se transformou na instituição mais transparente do Brasil”, afirmou.

Para Calheiros, as muitas investigações abertas sobre sua pessoa são uma retaliação do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF), ao seu trabalho contra os super salários e pelo projeto de lei que aprovou no Senado sobre o abuso de autoridade (o texto aguarda apreciação da Câmara dos Deputados).  

O senador fez uma análise sobre a desistência do senador Fernando Collor (PTC) de sua candidatura ao governo do estado. “O Collor, de maneira imprevisível, como ele costuma se caracterizar, participando do governo, resolveu na véspera do período ser candidato. Ele imaginava ter apoio político, mas de 102 municípios, 98 apoiavam o governador Renan Filho. Então ele procurou visitar esses municípios com [o senador] Biu [de Lira] e foi um constrangimento só. Chegava num lugar ostensivamente, pregava um botton no prefeito e mandava estampar no seu jornal e nas suas redes sociais. A derrota ia ser muito grande para alguém que acha ser donatário de uma parcela do eleitorado de Alagoas, seria aterrador. Deixou muita gente pra trás, sobretudo aqueles que acreditaram na sua sinceridade”, pontuou.

E a partir daí, Renan fez duras críticas à ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha (PTC). “Uma dessas aliadas é a ex-prefeita Célia Rocha que é nossa amiga, que já apoiamos para deputada federal e depois prefeita, e eu devo confessar que foi uma péssima prefeita. Na comparação, eu não sei apontar quem foi pior, se foi a Célia ou está sendo o Rogério. Aliás, entre ela e ele, dou um no outro e não quero torna”, disparou o senador.

Questionado sobre sua responsabilidade frente as desigualdades sociais que ainda existem no estado, Calheiros respondeu atacando mais uma vez o prefeito Rogério Teófilo. “Esses três anos [em que o governador Renan Filho está no governo] se caracterizaram numa mudança brutal. Mas não é fácil você ter Rogério Teófilo como secretário de educação do estado e achar que vai melhorar. As escolas caíam na cabeça de professores e alunos. Fizeram uma emergência fraudulenta para repor telhados. O que nós tínhamos com Rogério é um extrato do que temos na prefeitura de Arapiraca. Tem até ministro da licitação que a ele só compete fazer compra, ninguém sabe com que transparência”.

O senador aproveitou os minutos finais de seu tempo para pedir voto para o presidenciável Fernando Haddad (PT). “Foi o ministro que mais interiorizou o ensino federal, sem ele não teríamos a UFAL e o IFAL aqui em Arapiraca, inclusive, trouxemos Lula e Haddad aqui na cidade para o lançamento desse projeto de interiorização. Quanto ao Lula, fizeram essa injustiça para tirá-lo da eleição, uma condenação sem provas, mas não contavam quem o Lula não é mais uma pessoa, é uma ideia de país”, enfatizou.

A série de sabatinas com os candidatos ao senado entra na sua última semana e o entrevistado desta terça-feira (18/09) é o deputado Rodrigo Cunha (PSDB). O programa especial começa sempre às 8h com apresentação de José Rocha e participação de Gilberto Júnior e do jornalista Luciano Amorim.

Da redaçâo com Luciano Amorim

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