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Estádio ou campo de batalha? Briga em estádio ( reprodução)

Estádio ou campo de batalha?

Além do sentido competitivo, o Esporte é toda a forma de praticar atividade física que através de participação, ocasional ou organizada, visa equilibrar a saúde, física e mental, e proporcionar entretenimento aos participantes. Porém, no futebol existem marginais, travestidos de torcedores, que estão acabando com o sentido de seu entretenimento e transformando os estádios e seus arredores em campos de guerra.

Já acompanhei, infelizmente, vários casos de torcedores/torcedoras- e até mesmo crianças- que já ficaram em meio “ao fogo cruzado” das arquibancadas.  Vandalismo e violência proporcionada por gente que não sabe cantar o hino do seu clube, mas sabe citar refrãos recheados de palavrões e destilando ódio aos seus inimigos. Quando no esporte não cabe inimigos, apenas adversários.

É inadmissível, por exemplo, que um clássico CSA  x CRB envolva 400 policiais, num estado que já enfrenta tanta dificuldade na segurança. É futebol ou guerra?. Sabemos que nem todos os participantes de torcidas organizadas são marginais ou vândalos, há, também, quem queira somente se divertir. Mas por que a minoria violenta acaba superando a grande maioria que pretende apenas torcer?

Em minha opinião, a culpa da violência nos estádios não pode ser colocada, somente, nas torcidas organizadas, devemos observar o que acontece no nosso dia a dia: questões sociais e jurídicas, como a falta de prevenção, punição e de repressão. Leis “frouxas” que favorecem as pessoas mal intencionadas a se infiltrarem nas torcidas.

É um processo lento, mas é preciso haver uma mudança para que o verdadeiro torcedor volte aos estádios. E para começar, alguns clubes, em todo o país, devem mudar seu comportamento no que se refere aos vínculos com esses torcedores ditos “organizados”. Isso ocorre muito até por interesses pessoais de certos dirigentes. Infelizmente.

Quem perde é o verdadeiro esporte.

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