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Bolsonaro pode vencer no primeiro turno, diz diretora do Ibope Foto: Reprodução internet

Bolsonaro pode vencer no primeiro turno, diz diretora do Ibope

De acordo com a diretora executiva do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, responsável pelas pesquisas de opinião do instituto que indicam as chances de êxito de cada candidato, a probabilidade de uma vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no 1º turno das eleições 2018 é muito pequena, porém não é nula. O candidato cresceu na última pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1/10).

Na pesquisa, Bolsonaro apareceu com 31% das intenções de voto, 4 pontos percentuais a mais do que tinha 5 dias antes.

Para a diretora, a probabilidade de Jair Bolsonaro vencer no 1º turno existe, mas é pequena. “Essa possibilidade existe. Mas é uma probabilidade muito pequena. Bolsonaro tem 38% de votos válidos, segundo nossa pesquisa mais recente. Ele teria de crescer 12 pontos porcentuais até o dia da eleição, já que precisaria de 50% mais um. E não estamos vendo movimentação, pelo menos até a pesquisa de segunda-feira, de perda de votos dos demais candidatos.”

Na pesquisa espontânea, ainda há um terço dos eleitores que não cita nenhum nome. Há 19% de indecisos e mais 14% que votam branco e nulo. Segundo Cavallari, “Esses 33%, ao longo dessa última semana, podem tomar decisões diferenciadas, o que deixa a eleição ainda aberta”.

Para Márcia Cavallari, o crescimento do Bolsonaro tem relação com a diminuição de eleitores indecisos. “O que está diminuindo é a quantidade de eleitores indecisos. Esse crescimento do Bolsonaro vem muito daí. Gente que está votando branco e nulo pode ir para ele. A possibilidade de vitória no primeiro turno não é zero. Ela existe. Mas, com o resultado da pesquisa de ontem, essa probabilidade é pequena, porque o movimento teria de ser muito rápido e significativo. Para crescer 12 pontos, ele teria de tirar dos demais candidatos ou reduzir branco e nulo”.

Sobre a diferença de intenção de votos em Bolsonaro entre quem acessa a internet e quem não acessa, a diretora falou que, “há uma clivagem social forte. Eleitores com nível de escolaridade mais alta votam em maior proporção em Bolsonaro, assim como os eleitores com renda mais alta. São perfis antagônicos nessa polarização entre Bolsonaro e Haddad. Essa questão de acesso à internet está ligada a isso. O eleitor do Bolsonaro tem também uma militância espontânea nas redes sociais, é mais jovem, é muito mais ativo na internet”.

 

Da redação com O Estadão

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