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Lupi defende que PDT declare “apoio crítico” e “sem empenho” a Haddad no 2º turno Ciro e Lupi decidem na quarta-feira apoio no 2º turno (reprodução internet)

Lupi defende que PDT declare “apoio crítico” e “sem empenho” a Haddad no 2º turno

Logo após o resultado eleitoral que o deixou em terceiro lugar na disputa presidencial, o candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, decidiu que sua posição em relação ao segundo turno será de um “apoio crítico” ou “sem empenho” à candidatura de Fernando Haddad (PT). O tema foi a pauta principal de uma reunião entre o ex-presidenciável e a cúpula do partido, realizada nesta segunda-feira (08/10).

Uma nova reunião está agendada para a quarta-feira (10/10) com Ciro, o presidente do PDT Carlos Lupi e a participação dos parlamentares eleitos. O apoio a Jair Bolsonaro (PSL) não será aceito dentro da legenda, podendo resultar em expulsão, mas quem ficar neutro não será punido.

O que Lupi e o próprio Ciro defendem é que a sigla não participe da campanha e nem aceite qualquer cargo no governo do PT, caso Haddad vença as eleições. Lupi defende inclusive que o PDT parta para a oposição em qualquer cenário a partir de janeiro de 2019 para que Ciro se posicione como uma alternativa para o Brasil nas eleições de 2022.

“Vamos discutir que tipo de apoio vamos dar a Haddad, um apoio crítico, sem participar do governo. Vamos cobrar alguns compromissos públicos do PT contra o aparelhamento do Estado. E no dia seguinte ao dia em que novo presidente for eleito, Ciro vai para a oposição e vai começar a campanha dele para 2022”, disse Lupi.

O presidente do partido admite que sua maior dificuldade será unificar os quadros da legenda em torno de uma posição pró-Haddad. Ele esclarece que defenderá uma adesão "sem empenho" ao petista. E diz que não obrigará ninguém a fazer campanha. Mas que não admitirá que nenhum membro do partido apoie a Bolsonaro. “Minha grande dificuldade vai ser unificar a bancada. Mas eu confio no meu taco. Não vou exigir que ninguém abra o peito e entre no mar para defender o PT, mas não vou tolerar apoio a Bolsonaro. Boto para fora mesmo. Vou levar para a reunião minha posição, de que devemos dar um apoio sem empenho ao Haddad”, afirmou Lupi.

O dirigente conta que recebeu no domingo (07/10), uma ligação da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, mas não atendeu porque estava com Ciro, jantando após a divulgação do resultado. Ele afirmou que deverá falar com ela nesta segunda-feira (08/10). Lupi é fã declarado do ex-presidente Luiz Inácio  Lula da Silva, a quem considera "um gênio". Ele também simpatiza com Haddad, que seria, na sua avaliação, o único quadro do PT que não tem a "cara do PT tradicional".

 

Da redação

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