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OAB critica ideia de que direitos humanos defendem “bandidos” Foto: Everton Luís

OAB critica ideia de que direitos humanos defendem “bandidos”

O presidente da comissão de cidadania da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Valtencir Félix, concedeu entrevista exclusiva ao repórter Everton Luís da rádio Novo Nordeste FM. Dentre outros assuntos, o advogado falou sobre o dia da não violência que será comemorado nesta terça-feira (02/10) e a respeito do pensamento da sociedade sobre direitos humanos sempre defenderem “bandidos”.

“A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subsecção Arapiraca, tem um cuidado muito especial com a violência. Temos procurado da melhor forma possível ajudar a sociedade, além de buscar uma maior compreensão do gigantesco índice de violência no país” declarou Valtencir Félix.

O dia da não violência, é comemorado no dia 2 de outubro, justamente, porque é o dia do aniversário de Mahatma Ghandi, importante defensor da paz no mundo.

“A celebração foi instituída por ser a data do nascimento de Mahatma Ghandi, pois ele sempre lutou pela não violência, pela paz no mundo. A paz é um anseio de todos e a não violência me parece mais uma ação, uma atitude. Nós entendemos que essa comemoração deve ser lembrada diariamente, estamos vivendo um período eleitoral e estamos vendo uma espécie de polarização política, uma violência intelectual”, destacou o advogado.

Valtencir Félix falou ainda sobre as críticas que as entidades de defesa dos direitos humanos recebem sistematicamente, por exercerem defesa de pessoas consideradas pela sociedade como “bandidos”. “É um lamento muito grande esse pensamento. Os direitos humanos abarcam os princípios constitucionais da liberdade, da igualdade, da segurança, da educação, do emprego, da moradia e do transporte. Os direitos humanos é um conjunto de valores que todos nós seres humanos temos ele presente em nosso íntimo”, afirmou o advogado.

Ele completou dizendo que “é inerente do ser humano, só que a gente precisa entender que o estado valorize e faça ele ser aplicado, pois a garantia constitucional já existe. O que nós precisamos ter é exatamente a transformação dessa garantia em efetivo exercício desse direito. Entendo que sofremos muito com essa compreensão. Não é apenas um problema de Arapiraca, é um problema de todo o país, queremos conclamar a sociedade para que retire essa ideia da cabeça. Direitos humanos é um direito que está estampado no ser humano. Nós jamais iremos poder dizer que os direitos humanos são direitos para bandidos ou para delinquentes, é um direito do cidadão”, finalizou.

 

Da redação com informações de Everton Luís

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