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Parte do PSDB deve apoiar Haddad no 2º turno Ex-governador de SP Alberto Goldman é um dos integrantes do movimento (Reprodução Internet)

Parte do PSDB deve apoiar Haddad no 2º turno

O presidenciável Fernando Haddad (PT) deve receber o apoio de pelo menos uma parcela importante do PSDB no segundo turno das eleições. Haddad recebeu em sua casa na capital paulista, uma corrente tucana denominada “Esquerda pra Valer”. O movimento interno do partido declarou apoio ao presidenciável petista e deve anunciar ,publicamente, a decisão em evento na próxima semana.

O encontro aconteceu na última quarta-feira (10/10) e foi intermediado pelo vereador petista e candidato derrotado ao senado por SP Eduardo Suplicy. A tendência interna é uma das maiores do partido, tem atuação em nove estados e tem entre seus integrantes, a senadora eleita por SP Mara Gabrilli, o ex-governador de SP Alberto Goldman, a ex-governadora do RS e deputada federal Yeda Crusius e o presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV) José Aníbal.

“Eduardo Suplicy nos convidou para um encontro reservado na casa de Haddad em São Paulo. A nossa manifestação se dava pelo entendimento que a candidatura de Bolsonaro não cumpre valores civilizatórios e de dignidade da pessoa humana”, disse o coordenador do movimento, Fernando Guimarães.

O tucano afirmou ainda que o apoio será a Fernando Haddad, não ao PT. “Fomos o primeiro movimento de apoio a Alckmin, mas como a candidatura que chegou ao 2º turno foi a de Haddad, declaramos apoio. Não ao PT, mas a Haddad, assim como faríamos com qualquer outro que chegasse ao 2º turno contra o protofascismo.”

De acordo com o militante do PSDB, a decisão pelo apoio a Haddad é a única possível. “Não é questão de discutir se é ideal ou não, é a única possível. Boa parcela dos eleitores do PSDB deve votar no Fernando Haddad. Há 1 movimento ortodoxo, comprometido com a social democracia. Em 1989, estivemos juntos contra Fernando Collor”.

Ele também citou quadros históricos do partido para reforçar a posição tomada nesta fase da corrida presidencial.

“Mário Covas e Franco Montoro sempre pronunciaram esses gestos. Não podemos agir de forma diferente no caminho da democracia. Montoro dizia que mais difícil que derrubar a ditadura foi construir a democracia, não vamos interromper esse longo caminho que construímos”, afirmou.

 

Da redação

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