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Partidos começam  posicionamentos no 2º turno: PTB é Bolsonaro e PSOL vai de Haddad Crédito: reprodução internet

Partidos começam posicionamentos no 2º turno: PTB é Bolsonaro e PSOL vai de Haddad

O Partido Novo e o PP informaram na manhã desta terça-feira (09/10) que não devem apoiar nenhum candidato no segundo turno das eleições presidenciais que serão decididas entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). "O Novo não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT que tem ideias e práticas opostas às nossas", diz a nota enviada pela sigla à imprensa.

Na mesma linha, o PP comunicou a postura "de absoluta isenção e neutralidade" nesta terça. "O eleitor quer tomar sua decisão sem que qualquer outro aspecto, que não os candidatos, sejam levados em consideração como critério de escolha", diz o documento. A sigla destaca ainda que deseja contribuir com o futuro governo - o partido elegeu 37 deputados federais e 5 senadores. 

O PTB anunciou apoio ao capitão reformado. "Acreditamos que Jair Bolsonaro trabalhará para que o nosso país volte aos trilhos do desenvolvimento social e econômico, e pela pacificação e união do povo brasileiro", informou a sigla em nota. O partido elegeu 10 deputados federais nas eleições de domingo. 

Na segunda-feira(08/10), o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido deve anunciar o que está chamando de "apoio crítico" à candidatura de Fernando Haddad (PT), no segundo turno. No mesmo dia, a executiva nacional do PSOL oficializou apoio ao petista. O PSDB, o PPS, o PRB e o PSB ainda terão reuniões entre terça e quarta para decidirem qual o posicionamento a adotar. 

 

Novo critica PT, mas fica neutro

 

Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, líder do Novo, ficou em quinto lugar na disputa presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e o senador  Álvaro Dias (Podemos).  

Na segunda-feira (08/10), em entrevista ao Estado, Amoêdo chegou a elogiar o economista Paulo Guedes, coordenador econômico da campanha do capitão reformado. “Ele tem algumas ideias que se assemelham ao que defendemos, como mais liberdade econômica e privatização de estatais”, afirmou. “O problema é que essas propostas vêm do assessor econômico. Bolsonaro, como deputado (o candidato está em seu sétimo mandato na Câmara), nunca foi um grande defensor dessas pautas", disse. 

No entanto, um dia depois, a sigla tomou a decisão de manter a neutralidade. "O cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos. Manteremos nossa coerência e nossa contribuição se dará através da atuação de nossa bancada eleita", informa o documento. Nessas eleições, a sigla elegeu oito deputados federais, onze estaduais e um distrital. 

 

PRB

 

O PRB reúne na noite de hoje, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, cujo líder religioso, o bispo Edir Macedo, declarou voto em Bolsonaro. Às vésperas da eleição, o candidato do PSL deu uma entrevista exclusiva à Record TV, rede de televisão que pertence a Macedo, e faltou ao debate na TV Globo.

O PRB foi uma das legendas conservadoras que mais cresceu, passando de 21 para 30 parlamentares, aumento de 42%. O partido estava aliado ao tucano Geraldo Alckmin que ficou em quarto lugar na disputa ao Palácio do Planalto.

 

Da redação com O Globo

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