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Quantidade de Fake News disparam na internet na última semana das eleições - Veja as principais Imagem falsa da deputada Manuela D'ávila chama Jesus de travesti (Reprodução Internet)

Quantidade de Fake News disparam na internet na última semana das eleições - Veja as principais

Nesse período final de disputa eleitoral, é cada vez maior os conteúdos de caráter falso que se espalham como vírus nas redes sociais – o whatsapp tornou-se a ferramenta principal onde se compartilham essas informações, pela dificuldade de verificar o destinatário e a veracidade das informações.

Os grandes veículos de comunicação nacionais tiveram que montar, cada um deles, um setor exclusivo para checagem e verificação de cada conteúdo desse tipo que é recebido pelos internautas. Em apenas 5 dias, o serviço de verificação do Jornal O Globo, por exemplo, desmentiu nada menos que 11 publicações falsas – além das centenas já desmentidas desde o começo do período eleitoral.

No Facebook, 35 postagens tiveram cerca de 400 mil compartilhamentos e alcançaram milhões de eleitores. Só 4 vídeos publicados na rede social registraram 2,7 milhões de visualizações. Em média, cada publicação com conteúdo falso foi compartilhada 13,7 mil vezes. No início do mês, essa média era de 1,4 mil.

As milhares de interações — a soma de reações, comentários e compartilhamentos — ajudam a amplificar o alcance de uma postagem no Facebook. Uma das publicações que viralizou nos últimos dias, da página Planeta Brasil, traz um vídeo dizendo que a foto da manifestação contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) no Largo da Batata em São Paulo no sábado, era antiga e foi tirada durante o carnaval de 2017. Apesar de ser falso, o vídeo teve mais de 1,5 milhão de visualizações e 83 mil compartilhamentos.

Confira abaixo alguns dos conteúdos falsos que circularam na internet nos últimos dias.

 

Foto de manifestação manipulada - FALSO


O ato contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Largo da Batata (SP) no último sábado (29/09), foi alvo de mensagens falsas. Uma postagem disse: “Foto que está sendo divulgada pela esquerda para falar do ‘sucesso do movimento contra Bolsonaro’ é na verdade de um carnaval de rua em São Paulo do ano passado!”. No entanto, a fotografia feita no sábado mostra a manifestação e é diferente da registrada em 2017 e reproduzida nas publicações, embora do mesmo ângulo. As duas são da mesma autora.

 

A universidade e a pesquisa que não existiu - FALSO


A suposta pesquisa feita pela Universidade do Sul da Califórnia apontando que não há previsão de 2º turno é falsa. A imagem aponta Bolsonaro com 61% das intenções de voto, Ciro Gomes com 12% e Haddad com 7%. A universidade informou que não fez trabalho sobre as eleições no Brasil. “A University of Southern California repudia a tentativa de envolver o nome da universidade para espalhar notícias falsas no Brasil. Estamos investigando a origem do post para tomar as medidas cabíveis”, informou a instituição em nota.

 

Tuíte que extermina o 13º salário - FALSO

 

Uma publicação no Twitter que simulava ser do PSL, partido de Jair Bolsonaro, afirma que num eventual governo do candidato, o 13º salário seria extinto e que os empresários não pagariam mais salário mínimo. O perfil nomeado @PSLOicial não é a identidade real do partido na rede social. Ao confirmar que a publicação era falsa, a assessoria do candidato afirmou ainda que o conteúdo da mensagem não expressa opiniões de Bolsonaro. O deputado negou que pretenda extinguir o benefício.

 

Temor sobre anulação dos votos - FALSO

 

Surgiu no WhatsApp, uma mensagem dizendo que o voto é considerado parcial e anulado quando o eleitor vota somente no presidente e em branco nos demais candidatos a outros cargos (governador, deputado federal, deputado estadual e senador).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não é verdade a afirmação de que um voto depende do outro para ser computado. O voto em branco ocorre quando o eleitor escolhe a opção da tecla de cor branca. O nulo ocorre quando o eleitor digita um número inexistente na lista de candidatos.

 

Casamento gay em igrejas? - FALSO

 

Um post com uma declaração atribuída ao deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) em que ele diz que vai criar uma lei para obrigar padres e pastores a realizarem casamentos de pessoas de mesmo sexo em igrejas, está circulando nas redes sociais. De acordo com a mensagem, publicada na página "Esquerda Brasil 2018", o deputado receberia o apoio do candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, para criar a Lei Marielle Franco. A mensagem é falsa.

 

Prédio que desabou? - FALSO

 

Circula nas redes sociais uma mensagem afirmando ser montagem a imagem da manifestação contra candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência, realizada no sábado no centro do Rio. A mensagem é #FAKE. A imagem, uma reprodução, é verdadeira e foi feita durante o protesto contra o candidato no sábado (29/09).

 

Biometria – FALSO

 

Circula nas redes sociais uma mensagem que diz que o eleitor pode votar mesmo que não tenha feito a biometria. O post é #FAKE. Nas cidades em que houve a biometria obrigatória, o não comparecimento fez com que o título eleitoral tenha sido cancelado, deixando o eleitor impedido de votar.

De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral, quem perdeu o prazo para fazer a biometria nos estados em que ela é obrigatória não pode votar nas eleições de 2018.

 

Jesus é travesti? - FALSO

 

Circula nas redes sociais, uma imagem em que a candidata à vice-presidente Manuela D'Ávila (PCdoB) aparece com uma camiseta com os dizeres "Jesus é travesti". Manuela é candidata na chapa de Fernando Haddad (PT). A fotografia é #FAKE.

Na imagem compartilhada, Manuela aparece abrindo um casaco para expor a camiseta. Embaixo da frase "Jesus é travesti" há um arco-íris. Na foto original, a candidata usa uma camisa com os dizeres “Lute como uma mulher”.

 

Da redação com Portais

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