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Sérgio Cabral (Patriota) critica Cabo Daciolo, candidato a presidente do seu partido, em sabatina na NN Cabra encerrou a sabatina com candidatos ao senado (Diego França/NN1)

Sérgio Cabral (Patriota) critica Cabo Daciolo, candidato a presidente do seu partido, em sabatina na NN

O candidato ao senado pelo Patriota, Sérgio Cabral, foi o último entrevistado da sabatina realizada pela rádio Novo Nordeste FM com os candidatos ao senado pelo estado de Alagoas. Com ele, a rádio entrevistou todos os nomes que estarão à disposição do eleitorado no pleito de 2018. Apenas a candidata Flávia Pires de Melo, PCO, não compareceu à entrevista (a candidata teve o registro de sua candidatura indeferido, juntamente com toda a chapa do PCO).

Cabral iniciou a sabatina falando sobre a reforma da previdência, colocando suas posições enquanto ex-dirigente sindical. “Esse rombo [da previdência] é porque eles só colocam [as despesas] na conta do trabalhador e do empregador. Mas não falam por exemplo dos 30% da DRU (desvinculação de receitas da União, percentual que o governo federal pode gastar de forma livre) e outras fontes de financiamento. Alguns espertos se utilizam disso [o debate sobre a reforma] para ganhar votos, mas não fazem o debate principal”, afirmou.

Questionado sobre a postura quanto ao candidato à presidência pelo seu partido, Cabo Daciolo, Cabral fez questão de se mostrar diferente. “Eu não poderia ser diferente da minha história, que é maior do que qualquer coisa. Não tenho nada contra o Cabo Daciolo, nem o conheço. Nós temos muita dificuldade em absorver certas condições que ele impõe. Por exemplo, por ser o Brasil um estado laico, não posso admitir que uma pessoa quando perguntada sobre qualquer coisa, em primeiro lugar coloque a religião... parece fundamentalismo”, disse.

Cabral não deixou claro se votará no candidato do seu partido. “Em princípio meu voto é secreto (risos). É muito difícil o momento do Brasil. Temos que ter muito cuidado. Votar no Daciolo seria uma questão militante, agora em termos de pensamento... ele fica muito a dever, por causa da potencialidade da situação ruim que o Brasil atravessa”, ressaltou.

O candidato explicou ainda seu posicionamento com relação aos temas polêmicos como a liberação do porte de armas e as privatizações de empresas públicas federais. “Sou muito contra armar a população. Se estivéssemos numa guerra, seria normal. Mas a população não consegue treinar. O bandido tem o elemento surpresa, é necessário preparação, a guarda da arma... o brasileiro não está preparado”, afirmou. Já sobre as privatizações, Cabral fez questão de se colocar contrário a este processo. “O Estado é o grande fomentador do desenvolvimento, as pessoas têm que saber disso, eu sou um nacional desenvolvimentista. Me explique, por que privatizar a Petrobras? Foi muito bem elaborada pelo Getúlio, já teve Celso Furtado. Agora teve recentemente o Parente.

A série de entrevistas eleitorais da rádio Novo Nordeste continua na próxima semana, dessa vez com os candidatos ao cargo de vice-governador do estado. A candidata do PSOL, Danúbia Barbosa, será a sabatinada da próxima segunda-feira (24/09) a partir das 8h, sempre com apresentação de José Rocha, Gilberto Júnior e Luciano Amorim.

Da redação

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