O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos pela imigração americana, afirmou que "apesar das circunstâncias, está de bom humor e focado nos próximos desafios da carreira".
Artan era um dos árbitros selecionados pela Fifa para apitar na Copa do Mundo - apontado como um dos principais juízes africanos.
Ele deveria ter se apresentado em Miami no fim de semana, mas teve que voltar para a Turquia, de onde havia partido.
– Eu quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejar aos meus colegas o melhor durante a Copa. Estou ansioso para encontrá-los no futuro – afirmou em comunicado.
– Quero agradecer à Fifa e à CAF (Confedederação Africana de Futebol) por todo o suporte e prometo continuar evoluindo meu nível e concentrar no futuro – acrescentou.
Artan seria o primeiro árbitro de seu país a apitar numa Copa. Ele teria tido sua entrada negada por causa de um problema com seu visto.
O árbitro teve dificuldades em emitir o documento de entrada nos EUA e, com a ajuda da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia, conseguiu através da obtenção de um passaporte diplomático. No entanto, o documento não foi aceito na imigração americana.
Artan é considerado um dos principais árbitros do continente africano. Aos 34 anos, ele apitou a final entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns pela Champions League Africana em 2025.
No mesmo ano, foi eleito como o melhor árbitro da África pela Confederação Africana de Futebol.
A Fifa confirmou que o profissional não poderá atuar no torneio e afirmou "que não se envolve nos processos de imigração dos países sedes". O Governo Americano, por sua vez, não divulgou qualquer informação oficial sobre o caso.
Confira a nota da Fifa na íntegra:
A Fifa pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar e atuar na Copa do Mundo da Fifa 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos.
A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada no momento.
Assim como em eventos anteriores da Fifa, o governo anfitrião determina, em última análise, quem recebe o visto e quem tem a entrada permitida em seu país.