sexta-feira, 24 setembro, 2021
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Alagoas tem a maior taxa de adultos sedentários no país

A taxa do estado ficou acima da média registrada para o Brasil (40,3%)

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada nessa quarta-feira (18/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que, em 2019, 49,3% dos adultos em Alagoas eram insuficientemente ativos, isto é, não praticaram atividade física ou o fizeram por menos do que 150 minutos por semana considerando lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho, mas sem contabilizar o tempo dedicado às atividades domésticas. A taxa do estado ficou acima da média registrada para o Brasil (40,3%) e foi a maior entre todas as unidades da federação.

O recorte por sexo aponta diferenças. Entre as mulheres alagoanas adultas, 54,7% eram insuficientemente ativas, enquanto a taxa dos homens era de 42,9%. Em Maceió, 30,5% dos homens adultos eram insuficientemente ativos, e a taxa para as mulheres era de 45,5%.

De acordo com a pesquisa, o sedentarismo chega a atingir 70,6% das pessoas com 60 anos ou mais em Alagoas. Por outro lado, eram 33,7% de jovens insuficientemente ativos no grupo de idade de 18 a 24 anos.

Também existe uma relação entre nível de instrução e prática de atividades físicas. Dos indivíduos sem instrução ou com fundamental incompleto 60,6% são fisicamente inativos, número que reduz consideravelmente até os indivíduos com ensino superior, 36,9%. Da mesma forma, o percentual do grupo de pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo foi de 58,8%, caindo até 32,8% para as pessoas com rendimento per capita superior a 5 salários mínimos.

Em relação às características de cor ou raça, foi possível observar que 50% das pessoas brancas eram insuficientemente ativas. Já entre as pessoas pretas 47,9% estavam nesta condição. Entre os pardos, 49,4% não praticavam o nível recomendado de atividade física.

Na PNS 2019, a proporção de adultos classificados na condição de insuficientemente ativos no Brasil foi de 40,3%. Entre as mulheres foram observadas frequências mais elevadas em todas as Grandes Regiões, em comparação aos homens.

No Brasil, 47,5% das mulheres eram pouco ativas, diferente dos homens, que apresentaram uma taxa de 32,1%. Mais da metade (59,7%) das pessoas de 60 anos ou mais de idade era insuficientemente ativa, e o grupo de idade menos sedentário foi o de 18 a 24 anos de idade (32,8%), seguido do grupo de 25 a 39 anos (32,9%).

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