24.4 C
Arapiraca
Terça-feira, 23 Abril, 2024

Caso Joana Mendes: prova técnica pericial foi fundamental para condenação do assassino

O silêncio do réu confesso do assassinato da professora Joana Mendes, durante interrogatório no júri popular, frustrou quem acompanhava o julgamento no Fórum do Barro Duro, em Maceió. Mas, na madrugada desta terça-feira (02), após 15 horas de júri, com testemunhos e a apresentação de provas técnicas periciais, veio a condenação.

Arnóbio Cavalcante foi condenado a 37 anos, dois meses e sete dias de prisão, e a pagar R$ 150 mil de indenização por danos morais à família da vítima. A sentença foi promulgada pelo juiz Yulli Rotter, titular da 7ª Vara Criminal da Capital, e o condenado voltou para o sistema prisional para cumprir a pena em regime fechado.

A advogada Andréa Alfama, que atuou como uma das assistentes de acusação, explicou que é um direito do réu permanecer calado durante o interrogatório. Mas, que o processo estava muito bem abastecido e robusto, tanto de oitivas de testemunhas quanto em provas técnicas periciais sobre a materialidade e autoria do crime.

 

Esse trabalho de produzir as provas técnicas periciais foi realizado pela Polícia Científica de Alagoas através dos Institutos de Criminalística de Maceió e do Instituto Médico Legal Estácio de Lima. Do dia do crime até o julgamento, foram realizadas diversas perícias de externa e interna, que produziram quatro importantes laudos, que foram entregues e anexados ao processo judicial.

Joana de Oliveira Mendes foi assassinada aos 34 anos no dia 5 de outubro de 2016, dentro do carro dela, no bairro do Poço, em Maceió. O laudo cadavérico realizado pela equipe da perita médica legista Maria Goretti apontou que a professora morreu por choque hipovolêmico após ser atingida por 32 facadas, das quais 30 no rosto, e sangrar por mais de 15 minutos, no interior do veículo.

Uma faca, apreendida com o autor do crime no momento da prisão em flagrante, também foi examinada no Laboratório Forense do Instituto de Criminalística pelas peritas criminais Adriana Sarmento e Rosana Coutinho, hoje perita-geral. Na primeira análise comprovou-se a presença de sangue humano na faca e o outro exame confirmou que o sangue encontrado na faca era da vítima.

 “Esse caso tem vários laudos da Políc