25/07/2019 às 19h58min - Atualizada em 25/07/2019 às 19h58min

Até onde vai o populismo e o amadorismo de alguns governadores nordestinos?

Algo que continua presente principalmente nas regiões mais remotas dos estados, e mesmo com a tão falada 'nova política', parece distante do fim

Reprodução Internet
Não é segredo que desde as eleições do ano passado, o Nordeste tenha sido colocado como uma espécie de reduto de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Fato é, que desde 2014, todos os estados nordestinos tem se alinhado (no mínimo no segundo turno daquela eleição), ao lado que hoje é considerado oposição, encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores. Aliás, dos 9 estados, o PT governa 4 (Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí).

Chama atenção ainda os baixos índices desses estados, mesmo alguns ainda bradando que os governos anteriores encabeçados por Lula e Dilma como seus parceiros, tenham sido os que mais investiram e desenvolveram a região.

Em polêmica recente, o governador maranhense Flávio Dino (PCdoB), que inclusive é ex Juiz Federal, fora apontado pelo presidente da república como o pior dos governadores da região. É importante ressaltar que Dino, em 2014, era tido como uma “esperança” para por fim aos governos alinhados ao ex presidente José Sarney, uma pena para o povo do Maranhão, já que ficou entre a cruz e a caldeirinha.

Dino é acusado inclusive de perseguir opositores, principalmente deputados estaduais, inclusive com uma ordem para que a PM verifique quem são os políticos que poderiam “causar embaraços no pleito eleitoral”. Some isso aos péssimos índices de desenvolvimento humano (IDH) apresentados pelo Maranhão. De acordo com o site Valor Econômico, 12,2% das famílias maranhenses viviam, até ano passado, com menos de R$ 85,00 por pessoa.

O IBGE também divulgou outro dado alarmante para a população maranhense, mais de 81% dela não possui saneamento básico adequado. Ora, por mais infeliz que tenha sido a declaração do presidente da República, ele está totalmente certo quando dá a entender que o governador maranhense é o pior entre os nove, isso para não falar do baixo desempenho dos outros, até porque muitos deles já cumpriram 4 anos de mandato.  

E nesse ponto, a reação da mídia e dos “progressistas” parece bastante exagerada e oportunista. Reconhecer os péssimos índices do Nordeste e que ele ainda é a parte mais atrasada do país, não é ser preconceituoso, mas sim realista.

Nesse texto, não me limitarei apenas ao governador maranhense, afinal, não podemos esquecer da dobradinha GOMES-SANTANA (dos irmãos Ciro e Cid), com Camilo Santana, governador cearense, pelo Partido dos Trabalhadores. Aliás parece que naquele estado uma oligarquia se instaurou, e soa um tanto estranho essa “parceria”, para quem em entrevistas tenta se desvincular da imagem de Lula e do PT, e se apresentar como uma alternativa na esquerda.

Em Alagoas, se não bastasse as obras andando a passo de tartaruga em 2019, outras estão abandonadas, a exemplo do HEMOAL de Arapiraca. Some a isso, o calote aos professores e funcionários da educação, além de prefeitos que aderiram ao programa ESCOLA 10. Ao que parece o governo de Alagoas ainda não entrou em 2019, ficando apenas na pirotecnia de propagandas de redes sociais.

Sem esquecer da Bahia, que desde 2006 é governada pelo Partido dos Trabalhadores, tornando-a, um reduto do partido aqui no Nordeste, onde o ensino médio foi avaliado como o pior do país. Sem contar que seu governador parece seguir a cartilha do colega maranhense no trato com oposicionistas, pois na visita do presidente Bolsonaro, fez o mesmo que havia sido feito com Temer, negar a segurança dos eventos com requisição da PM local, algo que é descortês e digno de políticos que não tem cultura republicana.

É evidente que por todos os índices apresentados, a região nordeste ainda está longe do desenvolvimento esperado. Muito disso se deve ao populismo de algumas oligarquias locais, consubstanciado no assistencialismo em parceria com alguns políticos, muitas vezes cooptando-os para seus partidos e enfraquecendo as oposições a fim de se perpetuarem. Algo que continua presente principalmente nas regiões mais remotas dos estados, e mesmo com a tão falada "nova política", parece distante do fim.


 

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