16/08/2019 às 09h01min - Atualizada em 16/08/2019 às 09h01min

Alô Governo, outubro de 2018 já passou

Chama atenção um fato ocorrido essa semana, a devolução de R$ 2,5 milhões para o Ministério dos Esportes, porque o governo do estado sequer teve o trabalho de elaborar projetos para essa área

Samuel Magalhães
Confesso que desde que o ano começou, vejo poucas movimentações do governo estadual, principalmente voltadas ao interior. Aliás, para um governo que pouco teve oposição ou quem o incomodasse em 2018, tudo parecia correr as mil maravilhas.

A chapa majoritária que concorreu à reeleição, obteve pouco mais de 77% dos votos válidos, algo a ser considerado. O que andava as mil maravilhas começou a se transformar já no início de 2019. O primeiro obstáculo para o governo, foi a eleição para a mesa diretora da ALE no primeiro biênio, onde o tio do governador fora preterido, ficando a presidência nas mãos do Dep. Marcelo Vitor.

Outros episódios fomentaram o início de ano turbulento do governo, como a crise com o ex governador Ronaldo Lessa e o PDT, culminando na saída de Lessa da Secretaria de Agricultura, bem como os problemas envolvendo a ARSAL e as constantes trocas no primeiro escalão do governo.

Enquanto isso, tudo aquilo que fora iniciado antes do período eleitoral, parece ter ficado em segundo plano, sobretudo no que diz respeito à capital do Agreste. Ao que parece, tudo isso tem ficado latente, principalmente quando se avizinham as eleições municipais.

E se já não bastasse a quebra de braço entre governo e prefeitos de oposição (que são poucos, é verdade), o ringue foi ampliado, principalmente com os comentários e críticas que o governador faz ao governo federal em suas redes sociais. 

Chama atenção um fato ocorrido essa semana, a devolução de R$ 2,5 milhões para o Ministério dos Esportes, porque o governo do estado sequer teve o trabalho de elaborar projetos para essa área. Por óbvio os poucos deputados de oposição na Casa Tavares Bastos lamentaram o fato e teceram críticas principalmente à secretária da pasta, Claudia Petuba.

Fato é, que o governo do estado de Alagoas parece ainda não ter voltado das férias pós eleições, e se voltou, está mais preocupado em responder jornalista. Aliás, depois do quebra cabeças para montar o secretariado, pouco se viu qualificações para essas escolhas, sendo mais um amontoado de aliados políticos.

Por fim, entoo o coro de um grande amigo e renomado advogado do agreste, esperando que as obras aqui iniciadas no primeiro mandato: gasoduto Penedo-Arapiraca, parte da duplicação da AL 110, duplicação Maceió-Arapiraca, e outras inauguradas bem antes, como o abandonado Polo Agroalimentar situado em Bananeiras, não fiquem relegados à condições de cunho eleitoral, pois só quem perde é a população do agreste alagoano.
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