20/08/2019 às 16h52min - Atualizada em 20/08/2019 às 16h52min

As estatísticas do ciclismo já começam a preocupar

O ciclismo tem aumento a cada dia e como já era de esperar o número de lesões em acidentes envolvendo bicicletas também tem crescido consideravelmente

José Rocha
NN1
Como podemos observar nas ruas e rodovias brasileiras a prática do ciclismo tem aumento a cada dia e como já era de esperar o número de lesões em acidentes envolvendo bicicletas também tem crescido consideravelmente.

Somente no ano passado, 11.741 brasileiros foram internados por envolvimento em acidentes com bicicleta, isso gerou um custo superior a R$ 14 milhões ao SUS e as vezes deixando sequelas graves naquele que sofre o acidente.

A prática do ciclismo vem ganhando novos adeptos por algumas razões, entre elas, baixo custo, rapidez, praticidade, saúde, preocupação ambiental e por ai vai. Mas por outro lado, a maioria das cidades brasileiras, inclusive a nossa, não tem estrutura para o ciclismo, e também porque, ainda não há a cultura na nossa sociedade para entender a bicicleta como um esporte, o que consequentemente acaba trazendo problemas. O ciclista além de estar paramentado, ou seja, com capacete, que é algo fundamental, ele também deve obedecer às regras como qualquer outro motorista (de qualquer meio de transporte) que está no trânsito.

Acredito que já é tempo do Poder Público de nossa cidade realizar campanhas de conscientização, baseada no aumento exponencial das lesões que os ortopedistas têm encontrado, devido aos acidentes. Um trauma no crânio, como resultado de uma queda de bicicleta, por exemplo, pode representar um sério risco para o ciclista.

As fraturas mais comuns quando o ciclista cai da bike são da clavícula, na região do ombro. A articulação do ombro geralmente é a mais comprometida nessas quedas. Para evitar fraturas e outras lesões, é recomendável que os ciclistas se protejam, tomem cuidado e andem em lugares adequados, com bicicletas também adequadas.

Há dados no Brasil, referentes a ciclistas, que ficaram com sequelas irreparáveis, por conta de traumas na cabeça, coluna, pernas e braços e resultam até em afastamento do trabalho, perda da capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia, inclusive de pedalar.

O Dia do Ciclista, celebrado neste mês de agosto, homenageia o biólogo Pedro Davison, que morreu atropelado em 2006, em Brasília, aos 25 anos de idade, enquanto pedalava. Por isso a data entrou no calendário oficial do país.

Parabéns ciclistas, mas não esqueçam de pedalar com segurança.
 
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