26/08/2019 às 14h58min - Atualizada em 26/08/2019 às 14h58min

Arapiraca e suas certezas e incertezas para 2020

O que temos para hoje? Quando o tema é eleição em Arapiraca para o pleito de 2020 a palavra é sem dúvida, INCERTEZA

Professor Abel

O que temos para hoje? Quando o tema é eleição em Arapiraca para o pleito de 2020 a palavra é sem dúvida, INCERTEZA.

Sem dúvida a eleição que levou a prefeitura municipal, o atual comandante Rogério Teófilo, demonstra bem como a nossa cidade é uma verdadeira caixinha (ou diria urna) de supresas, e tudo pode acontecer quando os eleitores vão cumprir seu dever maior no jogo democrático. Mas essa incerteza para 2020 é ainda maior, diante de tantas mudanças na estrutura política do país, mudanças essas que começaram com a chegada de Bolsonaro ao palácio do planalto e a eleição de diversos nomes do partido do ex-deputado federal e hoje presidente.

O fenômeno PSL é fonte de estudo de muitos cientistas políticos país afora. Suas pautas conservadoras, suas lideranças polêmicas, seus apelos constante as questões de segurança pública, e o fato de fazerem questão de afirmar que são de extrema direita e defensores da família, da pátria e de Deus fizeram milhões de eleitores sedentos por mudanças sérias e profundas no país adotarem esse partido como o mais novo queridinho.

E em Arapiraca? Será que o PSL tem vez? Será que nosso eleitorado está preparado para o conservadorismo (frequentemente extremo e vez ou outra equivocado) do partido do presidente? As plenárias locais da legenda estão a mil, as filiações estão a todo vapor, e ao que parece vem mais novidade aí para o pleito de 2020.

Será que teremos bons quadros? Será que veremos na cidade a abismal diferença entre teoria e prática que temos visto no plano nacional do partido? Veremos um discurso em nome do combate a corrupção e na prática "passadas de pano" para proteger os seus? Veremos uma teoria em torno do liberalismo, mas a elaboração de projetos de protecionismo estatal para privilegiar empresas e corporações dos amigos do rei? Veremos a defesa de um discurso em função das liberdades individuais para uso de armas, mas massacrando os direitos civis de minorias?

Vamos aguardar os próximos capítulos e torcer para que essa onda de incoerências típicas da sigla partidária do presidente não chegue por aqui. Não estou dizendo que gostaria que qualquer partido fosse impedido de disputar eleição, mas espero verdadeiramente que tenhamos quadros esclarecidos, não apenas de sua ideologia, mas sobretudo da importância que um parlamentar tem no Estado Democrático de Direito que construímos no Brasil nas ultimas décadas, que esses lembrem que não são eleitos apenas para representar seu nicho eleitoral, mas para contribuir na defesa de nossas leis e na busca de uma sociedade menos divida e mais justa.

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