05/09/2019 às 14h52min - Atualizada em 05/09/2019 às 14h52min

Eleições municipais em Arapiraca, por enquanto muito “disse me disse” e poucas certezas

Agora é esperar os próximos meses de 2019 para sabermos as definições dos grupos situacionista, do governo do estado, e dos que vão se aventurar correndo por fora

Samuel Magalhães

NN1
Em 2020, voltaremos à efervescência das eleições municipais, mesmo sabendo que ainda estamos a um ano do pleito eleitoral, o que paira no ar, são indefinições sobre os postulantes ao cargo do Executivo municipal.

Essa incertezas só não geram um prato ainda mais cheio para aventureiros, porque a eleição arapiraquense, assim como a maceioense, tem suas particularidades se postas em comparação aos outros 100 municípios do estado.

Inicialmente é preciso ressaltar que para o postulante ao cargo majoritário municipal chegar à “casa azul”, é necessário grupo. E mais ainda, que seja um grupo unido e coeso. Iniciando pelo atual gestor municipal, talvez seu maior adversário juntamente com a avaliação de sua gestão, seja a sua saúde e tratamento médico que o mesmo tornou público, e que pode comprometer a sua participação no pleito do ano que vem.

É importante lembrar ainda, que o atual prefeito Rogério Teófilo, tem a maioria dos vereadores da Casa Herbene Melo, o que nos faz presumir que ainda tenha um grupo forte, mesmo esse grupo tendo se esfacelado já no fim do primeiro ano de sua gestão, com alguns aliados desembarcando de seu governo.

Do lado oposicionista, a indefinição também persiste. Apesar do nome cotado ser o de Ricardo Nezinho (deputado estadual em seu quarto mandato), seu nome ainda desperta incerteza nos arapiraquenses, ainda mais após a eleição de 2016, e aquela dolorida derrota para Teófilo, numa campanha marcada pela polêmica do Projeto de Lei Escola Livre. Para aumentar a especulação, cogita-se o retorno de Luciano Barbosa (vice governador do estado), o que cá pra nós, seria meio que um retrocesso político para sua carreira, ainda mais pensando em alguém que pode alçar voos mais altos.

Vale lembrar que há muito tempo o governo do estado não consegue eleger um prefeito que pertença a seu grupo político. A última vez foi quando Luciano foi reeleito em 2008, tendo como vice Rogério Teófilo, que pouco tempo depois, fora escanteado de sua gestão. Naquela época, os caciques daquele grupo (Téo Vilela e Renan Calheiros, governador e senador em 2008, respectivamente) partiram para lados opostos, dividindo aquele grupo.

A verdade é que a eleição de Arapiraca, pode ser considerada uma espécie de “carrossel político”, tendo em vista que muitos personagens se revezam, ficando apenas em grupos diferentes, algo que pode acontecer já em 2020, pois alguns egressos do grupo de Teófilo em 2016, já se aproximaram do grupo governista estadual.

Isso para não falar da turma que corre por fora, começando por Odilon Tenório, que por diversas vezes fora candidato a vereador, tem se afirmado como pré candidato ao cargo de Prefeito de Arapiraca, reunindo algumas pequenas lideranças. Outros nomes também têm sido especulados, como o do atual presidente da OAB Arapiraca: Hector Martins; e dos também advogados: Claudio Canuto e Pedro Carlos, e mais recentemente o médico Nuzamário Brito, os três últimos, filiados ao PSL (o que nos faria presumir que no partido devem existir primárias internas). Também não podemos esquecer de outro nome que tem reaparecido nas rodas de política, o ex deputado Cícero Valentim, que poderá encabeçar um grupo apoiado pelo deputado federal Marx Beltrão.

Volto a lembrar, eleição em Arapiraca não é pra aventureiro, tem que ter grupo! Seja grupo político formado por candidatos a vereador com boa base eleitoral, e capazes de “puxar voto”, bem como apoios externos, como deputados estaduais e federais, senadores e governador para contribuir com apoio no palanque. De todos esses nomes especulados, vocês já devem saber quais os que despontam com maior chance.

Fato é, que apesar da atual administração municipal não estar tão bem avaliada, a política em Arapiraca não consegue abrir lacuna para forasteiros, sendo capaz unicamente de ressuscitar alguns nomes locais. E é justamente pela questão grupo político (e aqui vale também para o apoio no setor empresarial), diferente de outros municípios como Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos e Rio Largo, onde muitos sem identificação política com o local, passam de postulantes a chefes do Executivo municipal, que a eleição da capital do Agreste se torna diferente das demais eleições do interior do estado.

Agora é esperar os próximos meses de 2019 para sabermos as definições dos grupos situacionista, do governo do estado e dos que vão se aventurar correndo por fora.

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