17/09/2019 às 08h03min - Atualizada em 17/09/2019 às 08h03min

A UFAL é das melhores do mundo e é nossa!

Um brinde a Universidade de Alagoas... Salve a UFAL!

Professor Abel
Reprodução Internet
Universidade é um termo que infelizmente entrou para o debate na polarização ideológica no Brasil das loucas décadas do ano 2000. Debater universidade é algo negativo? Não se constrói educação de qualidade com diálogo? Infelizmente, nesse nível de debate, não. Pois hoje muitos a colocaram em um patamar de coisa obsoleta, político-partidária, de manipulação ideológica, custo desnecessário...

No mês que Alagoas comemora mais um ano de sua emancipação política, a celebração vem em dobro, com o reconhecimento internacional da mais renomada instituição de ensino do Estado. Setembro de 2019 é um mês para entrar na história da educação pública do estado de Alagoas e para o país, isso porque o número de universidades brasileiras que entrou para o ranking das melhores do mundo, aumentou de 31 para 45, na lista do Times Higher Education, que tem na primeira colocação a inglesa Oxford e que avalia diversos critérios para aferir a qualidade do ensino praticado por essas estruturas.

E para a nossa alegria a nossa federal, a nossa querida UFAL entrou nesse seleto clube. Essa vitória da nossa federal tem um impacto quase impossível de calcular, isso pela capacidade transformadora de vidas que o ensino público, gratuito e de qualidade tem em um país como o nosso.

Me apoio aqui em três histórias para enaltecer o potencial revolucionário que a UFAL inseriu em nosso estado e em nosso país, são pessoas que hoje fazem a diferença em áreas diversas e fundamentais para o desenvolvimento econômico, intelectual e social.

É gente como o enfermeiro Erik Abade que hoje mora em Salvador e é referência em estudos sobre gênero e sexualidade e tem contribuído de forma decisiva para o programa internacionalmente reconhecido e premiado de saúde da população LGBTQI+ da prefeitura da capital baiana, filho de família humilde que a duras penas permitiu sua formação e filho do curso de enfermagem da UFAL.

Gente como a professora Shenia Souza, hoje doutora em química, empresária na cidade, filha de comerciantes que enfrentaram as diversidades da vida no interior e pavimentaram um caminho de sucesso da filha que hoje é destaque como professora, gestora e pesquisadora na área e que passou, entre duas graduações, mestrado e doutorado um caminho firme de 15 anos, adivinha onde? Nela mesma: UFAL.

Gente guerreira como a professora Leylanne Martins, filha de funcionário público e de uma dona de casa, que fez da graduação em educação física na UFAL seu pilar de mudança de vida. Hoje servidora pública, coordenadora no colégio Santa Esmeralda (uma das referências de ensino privado no interior), e que fez na UFAL, não apenas a universidade de onde tirou o diploma, mas sua base enquanto profissional, pesquisadora e ferrenha defensora da valorização a área da educação física.  

A UFAL é gente, feita por, para e com gente, é ensino, pesquisa, é extensão e criadora de histórias de sucesso para o Estado, para o país e para o mundo. Hoje celebramos essa vitória como resposta, aos desmandos, ao descaso, ao abandono, a descrença e principalmente uma resposta aos que abominam o ensino público e de qualidade. E como é tempo de enaltecer a emancipação política de Alagoas, vale lembrar (mesmo que digam que é clichê) que a educação é o único caminho sólido possível para uma verdadeira mudança que valorize o humano e o social.

Um brinde a UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS... Salve a UFAL!
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