24/09/2019 às 14h27min - Atualizada em 24/09/2019 às 14h27min

Ser um conselheiro tutelar é muito mais que garantir um salário de 2 mil reais

Que o salário não seja o principal motivo para abraçar essa causa e que a interferência política não atrapalhe o verdadeiro papel de um bom conselheiro tutelar

José Rocha
Reprodução Internet
Vivemos um momento de vacas magras, principalmente quando se fala de emprego e esta é uma das razões pelas quais a concorrência cresce aonde quer que surja uma oportunidade de garantir uma renda. Não é diferente quando se trata do processo eleitoral para a escolha dos dez conselheiros tutelares de Arapiraca que serão eleitos nos próximo dia 6 de outubro.

Mas não é só isso, um conselheiro tutelar atuante pode se transformar num importante cabo eleitoral para quem pretende concorrer uma vaga na câmara municipal de Arapiraca no próximo ano, e aí está a razão de muitos, com mandato ou não, entrarem no processo mesmo que seja disfarçadamente. Atualmente são dezoito candidatos (um ainda sub judice) que concorrem as dez vagas, e vale frisar o seguinte: dos dez conselheiros atuais, nove concorrem a reeleição e caso sejam reeleitos terão mais quatro anos no cargo.

O trabalho de conselheiro não é tão simples, exige vocação e dedicação total, ou seja, deve estar dia e noite a disposição do oficio. Quem se dispõe a exercer esta função deve também ter bastante controle emocional, porque certamente irá se deparar com situações extremas, afinal, o objetivo é proteger a criança de maus tratos, de abusos dos mais variados e as vezes até tirar a vítima do convívio da própria família.

Espera-se que os concorrentes estejam conscientes dos obstáculos naturais desse sacerdócio. Que o salário não seja o principal motivo para abraçar essa causa e que a interferência política não atrapalhe o verdadeiro papel de um bom conselheiro tutelar.

 
Relacionadas »
Comentários »