02/10/2019 às 14h32min - Atualizada em 02/10/2019 às 14h32min

Plantar árvores é um ato desenvolvimentista

As árvores são “amigas do comércio” e estimulam o desenvolvimento local

Ricardinho Santa Ritta
Reprodução Internet
Desenvolvimento Sustentável é pleonasmo, se não for sustentável não é desenvolvimento. A Árvore é elemento componente da natureza. De diversas serventias para o meio urbano é ainda pouco entendida como uma solução eficaz para as cidades. Deve ser vista como fator de prevenção à saúde pública.

O primeiro benefício que se pode traçar é o sombreamento. Ruas com arvores de copa alta dão sombra. Melhoram o micro-clima. Torna o ambiente mais agradável. Mitigando o efeito de calor. Não é à toa que os principais centros urbanos comerciais criam boulevard arborizado, pois consumidor que sente-se bem consome mais. É isso mesmo, as árvores são “amigas do comércio” e estimulam o desenvolvimento local.

Cidades que possuem os ‘pulmões urbanos’, em alusão à produção de oxigênio ou tão somente as áreas verdes. Tendem à aumentar arrecadação de impostos como ICMS  e ISS, conforme impacto positivo no comércio, como também, de IPTU. É dinheiro injetado nos cofres públicos por valorizar o valor venal dos imóveis. Pergunte-se qual preferência entre escolher um bairro pouco ou muito arborizado.

Também temos outras consequências favoráveis à vida nas cidades, com mais árvores. As folhas absorvem não somente o calor em seu processo de fotossíntese como o barulho. Corredores urbanos arborizados, como ruas e avenidas, tendem a ter um ambiente mais ameno atinente ao barulho. Além da poluição por partículas de vento, facilmente absorvido por folhas e árvores.

O saneamento é um desafio dos grandes centros. E poucas pessoas imaginam o benefício de arborizar centros urbanos. São as árvores que em suas folhas absorvem a água da chuva. Drenando e por meio do caule levando à raiz a água captada jogando no lenço freático água pura, limpa, filtrada pela própria árvore. Em ambientes onde o asfalto impermeabiliza este sistema de drenagem urbana, a natureza faz sua parte. Inclusive impedindo o acúmulo de água em ruas que entopem galerias e promovem enchentes nas cidades. É a natureza fazendo seu papel.

Algumas cidades brasileiras já entenderam a importância das árvores. Existem legislações que obrigam um plantio de muda por cada criança que nasce, cada ser humano normal emite calor igual a uma lâmpada de 60 watts. Segundo Organização Mundial de Saúde (OMS) o ideal é que cada cidade possua 36 metros quadrados de área verde por habitante que equivale à 3 árvores por cada ser humano. O mínimo seriam 12 metros quadrados ou 1 árvore. Por isso a necessidade de criar um Plano Diretor de Arborização Urbana. A economia de gastos com saúde pública, compensa.

Outra legislação existente é que cada concessionária plante 5 árvores por automóvel vendido. Carros são os principais emissores de gases de efeito estufa. Seria uma compensação vegetal para mitigar os impactos do clima. Uma revendedora em Maceió adotou a medida, porém plantou as mudas numa Reserva de Proteção Natural distante 100 km da cidade. Logo, não adiantaria. Mas o que vale é a consciência cidadã em pensar o bem-estar coletivo.    
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