11/10/2019 às 08h05min - Atualizada em 11/10/2019 às 08h05min

Reino do Amanhã

Houve então trovões, clamores, relâmpagos e grande terremoto

César de Aquino

Reprodução Internet
A hq mais importante dos anos 90 é o Reino do Amanhã. Isso porque o roteirista Mark Waid teve a missão de dar prosseguimento a uma história de Alan Moore e fez isso muito bem, até a escolha do seu parceiro de obra foi a melhor. A arte dessa hq está nas mãos de ninguém menos do que Alex Ross, seus desenhos são verdadeiras obras de arte.
 

Sinopse
 
Em um mundo infestado de super-heróis o futuro da humanidade está em risco não por conta dos vilões, e sim pela irresponsabilidade dos heróis, que aqui lutam por território sem se preocupar com a humanidade. Os antigos heróis ficam pra trás por não matar, e o Superman se afasta deixando a situação ficar bem pior.

Num desses combates o meta humano chamado Magog destrói todo o Kansas e é aí que o Superman sai do exílio na fortaleza da solidão para dá um basta nisso. O jeito que eles abordam personagens como o Aquaman por exemplo, a maneira que ele aparece nunca foi mostrada, ele é um monarca de verdade aqui, quando Superman e a Mulher Maravilha vão atrás dele, ele se recusa a ajudar, pois tem o oceano inteiro para vigiar.

Outro personagem interessante de Reino do Amanhã é o Flash, que chegou em um nível tão rápido que se fundiu a força de aceleração e fica entre vários mundos, ele é um borrão sempre vibrando. A versão mais sóbria do Shazam você também encontra nessa história, ele tem um papel fundamental na conclusão da obra.

Reino do Amanhã é uma obra imperdível, a maneira como Mark Waid coloca textos do apocalipse e associa a sua história, é único. Essa hq tem uma ideia religiosa de peso. Mas é uma maneira de abordar nossos heróis de um jeito que está fazendo falta nos dias de hoje.

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