19/11/2019 às 11h35min - Atualizada em 19/11/2019 às 11h35min

Os impactos da modernização econômica em Alagoas

Após uma era de sal e açúcar é preciso repensarmos as novas atividades econômicas que gerem renda, emprego, oportunidades

Ricardinho Santa Ritta
Reprodução Internet
O encerramento das atividades de extração mineral do sal-gema em Maceió, confirmado pela Braskem na última semana, traz uma discussão sobre os impactos ambientais das atividades econômicas. Para muito além do Caso Pinheiro.

Durante 40 anos Alagoas teve duas principais fontes de renda o sal-gema e a cana-de-açúcar. Hoje o que se vê São poços vazios e solo empobrecido. Não se trabalhou a cultura de rodízio de solo para a cana. O produto não pode ser considerado vilão, mas a ausência de estratégias sim.

Após uma era de sal e açúcar é preciso repensarmos as novas atividades econômicas que gerem renda, emprego, oportunidades. O mundo tem se modernizado e a sustentabilidade é um conceito que já é premissa principal na era da inovação tecnológica.

Alagoas pode, e na minha opinião deve, diversificar investimentos. Foco em negócios atrelado à cadeia econômica de servido ligados ao turismo, é um dos principais pontos, pois todos os estudos falam que o setor de turismo resistirá como um dos poucos onde haverá uma mínima intervenção da automação em processos.

Turismo é serviço, hospitalidade. Necessita de capacitação de pessoas, a mão de obra. E o meio ambiente é ponto principal. O Turismo de Alagoas em sua esmagadora maioria é vinculado à sol e mar, e preservar praias e mananciais é questão de ordem. Saneamento básico já! Senão turista vai escolher outra praia e há sim espaço para crescer.

O Aeroporto Zumbi dos Palmares possui capacidade de receber 5,4 milhões passageiros por ano e recebeu em 2018 cerca de 40%, foram 2,1 milhões de passageiros que embarcaram e desembarcaram.

Um outro ponto interessante é o empreendedorismo de negócios tecnológicos. Um grande desafio num estado que possui maior índice de analfabetos gramaticais. Falar de negócios escaláveis num mundo global que demanda o inglês como primeira língua - inglês é também um dos principais insumos para fortalecer o turismo - e ainda impor uma nova ordem de desenvolvedores de software em Alagoas?

Estamos engatinhando neste sentido, porém tenho convicção que é preciso começar. O novo emprego será empreender. Temos que embarcar no bonde do futuro, e ele é elétrico com emissão quase zero de poluentes. Tecnologia é sustentabilidade, e vice-versa.
 
Repense os modelos de negócios. Adaptar-se ao mundo tal como está sendo. Construir novos meios de gerar oportunidades de renda e emprego. Atrair capital de fora para dentro. Entrar de vez no mundo 4.0, da 4º revolução industrial, e por fim definitivamente fincarmos os dois pés de Alagoas no século XXI.




 
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