17/12/2019 às 10h05min - Atualizada em 17/12/2019 às 10h05min

Como medir a riqueza de uma sociedade?

Combater a pobreza, tentar melhorar a qualidade de vida dos vulneráveis e igualar direitos são algumas das premissas que até a Constituição Federal Brasileira tenta solucionar

Ricardinho Santa Ritta
Reprodução Internet
As desigualdades sociais e econômicas são desafiantes para governantes e para a sociedade em geral. Combater a pobreza, tentar melhorar a qualidade de vida dos vulneráveis e igualar direitos entre as pessoas é uma das premissas que até a Constituição Federal Brasileira tenta trazer como meio legal essa condição.

Na Agenda 2030 da ONU, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável temos o ODS 1 que visa o combate à pobreza e o ODS 11 na redução de desigualdades. É hoje parte do esforço de grandes líderes no mundo. E na evolução da história mudamos algumas vezes a métrica de quantificar essa mudança.

A Primeira Geração de medição foi o PIB – Produto Interno Bruto – que surgiu em 1937 após a Grande Depressão com a quebra da Bolsa de Valores em Nova Iorque com a tentativa de medir a riqueza dos países. Porém, logo percebeu-se que não media o bem estar pois no pós Segunda Guerra se aprofundou a desigualdade.

A Segunda Geração de medição evoluiu para o PIB Per Capita. Não adiantava medir a riqueza sem a proporcionalidade. Já fortalecendo a tese do estatístico italiano Conrado Gini, criador do Coeficiente de Gini que mede o quão desigual é um país, ou território. Imaginar que o PIB real da China e da Índia são maiores que Noruega, Dinamarca e Suécia. Porém com os nórdicos produzindo menor PIB quantitativo, em contrapartida, mesmo assim são menos desiguais e mais justos para sociedade proporcionando qualidade de vida.

A Terceira Geração é o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – que surgiu em 1990 sendo utilizado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, o PNUD. Mede expectativa de vida, qualidade da educação através do PISA, mortalidade infantil e renda através do PIB Per Capita. Criado por um paquistanês e um indiano. É atualmente a métrica utilizada para medições de riquezas entre nações. O Brasil é o 79º país no ranking internacional, mesmo sendo a 8º maior economia do Planeta. Somos o 8º mais rico porém o 7º mais desigual.

A Quarta Geração está se consolidando. Esta semana tivemos mais uma edição da COP – Conferência das Partes – que estimula debates sobre mudanças climáticas. Cada vez mais recorrente a pauta ambiental estimula para o surgimento do Mapa de Calor, que seria a quarta geração na medição de qualidade de vida. Localidades que mitigam impactos do clima seriam os ambientes para melhor se viver.

Essa teoria eu ouvi há algum tempo do Professor Dr. Arnóbio Cavalcante, que coordena o Plandespp da UFAL (Grupo de Planejamento e Desenvolvimento de Políticas Públicas) e hoje está à frente da Algás. Já é fato, o Mapa de Calor será inserido na medição de qualidade de vida em territórios e sociedades.
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