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Quarta-feira, 24 Abril, 2024

Daniel Kahneman, vencedor do Nobel de Economia, morre aos 90 anos

O renomado psicólogo e ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2002, Daniel Kahneman, morreu aos 90 anos nesta quarta-feira (27). Nascido em Tel Aviv, Israel, Kahneman conquistou o prêmio sem ser economista. Ele foi reconhecido por sua contribuição para a integração da psicologia cognitiva à economia, especialmente no que diz respeito ao julgamento humano e à tomada de decisões sob incerteza. Sua morte foi confirmada por sua companheira, Barbara Tversky, sem compartilhar detalhes sobre o local do óbito. Kahneman era professor emérito de psicologia na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e lecionou em diversas outras instituições ao redor do mundo. O trabalho do psicólogo influenciou não apenas a economia, mas também análises de macroeconomia e cálculo financeiro, especialmente em relação às avaliações de risco.

A Academia Sueca de Ciências destacou a parceria de Kahneman com Amos Tversky, seu coautor, e a importância de suas pesquisas sobre os limites da racionalidade em decisões intuitivas. A teoria da perspectiva, desenvolvida por eles, mudou como o processo de decisão dos agentes econômicos era compreendido, incorporando fatores emocionais. “As pessoas são projetadas para contar a melhor história possível”, disse ele em entrevista em 2012 à Associação Americana de Psicologia. “Não perdemos muito tempo dizendo: ‘Bem, há muita coisa que não sabemos’. Nós nos contentamos com o que sabemos.”

O psicólogo, em sua autobiografia, destacou a interação com Richard Thaler, economista renomado, que contribuiu para sua premiação com o Nobel de Economia. Seu livro “Thinking, Fast and Slow” se tornou um best-seller, explicando os princípios da economia comportamental de forma acessível a todos. A contribuição de Kahneman nesse campo deixa um legado. A morte do psicólogo representa uma perda significativa para a comunidade acadêmica e para aqueles impactados por suas ideias inovadoras.

*Conteúdo produzido com auxílio de IA

Fonte: Jovem Pan