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Quarta-feira, 24 Abril, 2024

José Mojica Marins, o ‘Zé do Caixão’, será homenageado em festival de cinema em Madrid

José Mojica Marins, conhecido popularmente como Zé do Caixão, será homenageado na 17ª edição do festival de cinema brasileiro Novocine, que acontece nos próximos dias 8 a 11 de abril em Madri, Espanha. Mojica Marins faleceu em 2020 aos 83 anos e foi um grande cineastra brasileiro e precursor do gênero terror no país, inclusive ao interpretar o personagem Zé do Caixão, que usava um chapéu preto, capa preta e unhas enormes.

Como forma de prestigiar e propagar as obras do cineasta e torná-la conhecida ao público espanhol, três filmes e um documentário sobre sua vida e obra serão exibidos na capital espanhola, na sala Equis. As produções serão exibidas nas versões originais e com legendas e prestigiar esse “diretor provocador, polêmico, censurado e às vezes injuriado por outros cineastas”, disse a Embaixada do Brasil na Espanha em comunicado.

O brasileiro ficou famoso nas décadas de 60 e 70 após estrelar seus próprios filmes com o personagem Zé do Caixão, um coveiro que vivia no interior de São Paulo. Além de ator e cineasta, Mojica também era roteirista e diretor e foi censurado na Espanha durante a ditadura do general Franco, todavia, ele já foi homenageado outras vezes no país, como no Festival de Cinema Fantástico de Sitges e na Semana de Cinema de Terroe Fantasia de San Sebastián.

A programação do festival começa no dia 8 de abril, quando haverá um colóquio com o diretor Ivan Finotti, seguido pelo documentário “Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins” (2001), vencedor de um prêmio no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, que inclui cenas que foram censuradas e consideradas perdidas décadas atrás. No dia 9, “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964) poderá ser visto, enquanto “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1967) será exibido no dia 10, respectivamente. Outra obra que será exibida é “O Despertar da Besta” (1969). Mojica também dirigiu westerns, dramas, aventuras e comédias, entre outros gêneros, e é considerado um dos inspiradores do movimento de “cinema marginal” no Brasil.

*Com informações da EFE

Fonte: Jovem Pan