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Terça-feira, 21 Maio, 2024

Menina de 12 anos sai para comprar pão, desaparece e corpo é achado enterrado na casa de vizinho, em Goiânia

O corpo de uma menina de 12 anos foi encontrado, na manhã desta terça-feira (29/11), enterrado no quintal da casa de um vizinho da família dela, no Setor Madre Germana 2, em Goiânia (GO). Luana Alves saiu na manhã de domingo (27/11) para comprar pão, por volta das 9h30, e não voltou mais.

O suspeito, um homem de 31 anos, foi preso na manhã de hoje. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime e levou os agentes ao local onde enterrou a vítima. De acordo com a delegada Caroline Borges, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, o homem ateou fogo no corpo antes de o enterrar.

“Ontem [28/11] o suspeito foi ouvido pela polícia e fomos à casa dele, com o auxílio de cães farejadores, mas não achamos nada porque ele ateou fogo no corpo antes de enterrar e ainda jogou cimento e terra em cima”, contou a delegada.

De acordo com Caroline, o suspeito é conhecido da família da menina. “O homem convenceu a Luana a entrar no carro dele, dizendo que estava devendo à mãe dela e que faria o pagamento do valor. Na casa dele, ele matou a criança asfixiada”, relatou a delegada.

Em um vídeo divulgado pela polícia, ele é questionado sobre o que usou para matar a garota: “Eu não usei nada, usei só o braço”.

“Ela entrou [no carro] porque ela quis, eu não forcei nada, não. Eu falei que tava devendo pros pais dela e que ia passar o dinheiro para eles. Aí eu ia levar pra casa dela. (…) Eu matei ela, enforcada”, diz o suspeito, no vídeo.

DESAPARECIMENTO – A menina desapareceu no domingo e uma câmera de segurança a gravou voltando da padaria e o carro do suspeito passando em seguida. Ainda segundo a delegada, o homem negou que tenha abusado da vítima e disse que estava sob efeito de drogas quando cometeu o crime.

“Ele já tem passagens pela polícia, e já existe a suspeita de que exista uma vítima de estupro por parte dele”, disse a delegada.

A reportagem busca a defesa do suspeito, mas, segundo a polícia, ainda não há advogado cuidando do caso -por esse motivo, ele não será identificado. Caso haja manifestação, a reportagem será atualizada.