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Quinta-feira, 25 Abril, 2024

Ministério Público da Espanha pede 2 anos e meio de prisão para ex-dirigente que beijou jogadora à força

O Ministério Público da Espanha solicitou uma sentença de dois anos e meio de prisão para Luis Rubiales, ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), pelos crimes de agressão sexual e coerção no caso do beijo não consensual dado na jogadora Jenni Hermoso. No relatório de conclusões provisórias enviado ao Tribunal Nacional, a procuradoria também solicita uma condenação de um ano e meio de prisão pelo crime de coerção para o ex-técnico da seleção feminina Jorge Vilda; para o ex-diretor de marketing da RFEF, Rubén Rivera; e para o diretor da seleção masculina, Albert Luque.

O órgão entende ainda que, durante este período de pena, Rubiales seja especialmente inabilitado para trabalhar no esporte. Além disso, foi requisitado que ele esteja em liberdade condicional por dois anos e proibido de se comunicar com a jogadora e se aproximar dela em um raio de 200 metros por quatro anos. Esse caso, que foi investigado por um juiz da Audiência Nacional, ocorre fora da investigação de vários contratos na RFEF, como a transferência da Supercopa para a Arábia Saudita, na qual Luis Rubiales também está sendo investigado em Madri.

O fato ocorreu em 20 de agosto do ano passado, em Sydney, após a vitória da seleção feminina espanhola na Copa do Mundo, quando Jenni Hermoso, que acabara de receber sua medalha na cerimônia de premiação, recebeu a saudação e os parabéns do então presidente da RFEF, momento em que ele a beijou na boca sem seu consentimento, segundo o Ministério Público.

*Com informações da Agência EFE

Fonte: Jovem Pan