quinta-feira, 11 agosto, 2022
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MP investiga denúncias de servidores públicos que furaram fila da vacinação em Alagoas

Seis servidores de Maceió são investigados. No interior do estado outros casos também estão sendo investigados.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) vai investigar seis funcionários públicos em Maceió suspeitos de “furar fila” e receber as doses da vacina CoronaVac, mesmo não sendo parte dos grupos prioritários. Segundo a Promotoria de Justiça de Saúde, no interior do estado outros casos também estão sendo investigados.

Em um áudio exclusivo da TV Gazeta, divulgado na noite desta terça-feira (26/01), um servidor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) revela que irá tomar a dose antes do esperado. “Eu ontem não ia nem ser vacinado, não ia não, tá? Porque é só quem está ‘de frente’, né? Eu não iria ser vacinado ontem, aí sobrou vacina e me perguntaram ‘o senhor vai tomar agora ou vai tomar depois?’. Aí eu falei ‘sobrou quantas?’ ‘Olha, vamos pegar um aqui de vocês, só um. Não vou perder não meu amigo, bora lá? Um monte de colega meu tomou aqui e até agora nada, bicho”, narra o servidor do Samu.

O promotor de Justiça Paulo Henrique Prado, informou que MPAL recebeu as denúncias e que está apurando a conduta dos servidores, que supostamente estão sendo privilegiados para receber a vacina.

O MPAL investiga as denúncias que chegam ao órgão via redes sociais e na ouvidoria da instituição, que pode ser acessada pelo site institucional, clicando aqui.

De acordo com o promotor, o servidor público que tomar a vacina furando fila e for comprovado pode responder na Justiça e até perder o cargo público. “A sanção pode ser até criminal, dependendo da gravidade, se a pessoa colocou um dado falso dentro do sistema, se ela usou a famosa carteirada para conseguir ter o seu lugar na fila. Vai depender de cada caso para que isso seja verificado. Esse servidor público pode ser responsabilizado criminalmente e administrativamente, chegando a perder o cargo”.

Nos próximos dias, o mais importante é que a população denuncie sempre que souber de um caso assim. “É só entrar no site do Ministério Público para denunciar. Estamos recebendo denúncias, mas elas precisam ainda ser checadas”, explicou.

 

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