domingo, 14 agosto, 2022
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Mulher é presa por negligência e abandono de incapaz em Teotônio Vilela

Um dos filhos, de seis anos, ateou fogo no irmão de um ano e sete meses; criança está internada na Unidade de Emergência do Agreste.

Uma mulher foi presa, na tarde deste domingo (24/01) acusada de crime de abandono de incapaz, no bairro Caixa D’água, em Teotônio Vilela, no agreste alagoano.

Maria Gilda da Silva, conhecida como Gildinha, saiu de casa e deixou os sete filhos sozinhos, segundo denúncia recebida pelo Conselho Tutelar da cidade. Um dos filhos, de 6 anos de idade, ateou fogo na fralda do irmão mais novo, de apenas 1 anos 7 meses. O fato aconteceu, segundo a própria mãe, na tarde de sábado (23/01), mas ela se recusou a levar a criança ao hospital local.

Neste domingo, o Conselho Tutelar esteve na residência da família e constatou a negligência. A criança foi levada imediatamente ao hospital local. De lá, foi encaminhada para a Unidade de Emergência do Agreste, após ser constatadas queimaduras de terceiro grau nas partes íntimas da criança.

Aos Conselheiros Tutelares, Maria Gilda disse que não havia saído de casa; que estava na residência, lavando roupas, quando o fato aconteceu, e que, por isso, não conseguiu evitar as queimaduras sofridas por seu filho. Ela ainda alegou que não levou a criança ao hospital porque estava cuidando da mesma em casa. No entanto, Maria Gilda foi encaminhada a central de fragrantes de Arapiraca, onde foi presa por abandono de incapaz, e encaminhada a delegacia da mulher, onde se encontra a disposição da Justiça.

Essa não é a primeira vez que Maria Gilda é denunciada por abandono de incapaz e negligência. O Conselho Tutelar do município detém um extenso arquivo contendo vários documentos que contam sobre as reiteradas intervenções do órgão por causa das violências sofridas por seus filhos, em razão da negligência da mesma.

Por mais de uma vez os filhos de Maria Gilda já foram encaminhados a casa lar do município. Além disso, o órgão de garantia de direitos já sinalizou à Justiça, em relatórios, a necessidade da destituição do poder familiar da mesma em relação aos filhos, a fim de garantir os direitos fundamentais dos mesmos. No entanto, após serem assistidos na casa lar, as crianças voltaram ao convívio da mãe.

Além do Conselho, profissionais do serviço de saúde da família da cidade também já relataram ao próprio órgão os casos de negligência e abandono de incapaz, relacionados, inclusive, também com o pré-natal da maior parte dos filhos. Gilda chegou a esconder a gravidez para não realizar o pré-natal. Ainda assim, a Justiça não observou motivos o suficiente para destituir o poder familiar da mesma.

A criança segue internada para receber tratamento, tanto em relação às queimaduras, como a outros problemas de saúde diagnosticados depois do atendimento médico.

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