terça-feira, 21 setembro, 2021
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Mulher se recusa a usar máscara na praia e ofende guardas em Santos

Segundo a prefeitura, mulher foi autuada em R$ 300

Uma mulher foi flagrada ofendendo o trabalho de guardas civis municipais (CGM) de Santos, no litoral de São Paulo, após ser multada por não utilizar máscara enquanto andava na faixa de areia. A mulher, que se apresenta como advogada, diz que o trabalho realizado pela GCM durante a fiscalização é “sujo”. Ela também filmava os agentes durante a abordagem.

Um vídeo, divulgado pela Associação dos Guardas Civis Municipais da Baixada Santista, mostra o momento da abordagem, realizada no último sábado (05/06) na orla da cidade. A mulher alega ser advogada antes de dar início à gravação. “Não sei com quem vocês acham que estão lidando, mas vamos lá, vamos para as cabeças”, diz.

Ela caminhava na praia com a máscara nas mãos e se negou a colocá-la no rosto, segundo apurado pelo G1. Devido à autuação e à obrigatoriedade do uso do equipamento, ela começou a gravar para colocar nas redes sociais, e criticou o trabalho feito pela Guarda Municipal.

“[A GCM] está fazendo um trabalho sujo, indigno, imoral, inconstitucional, ilegal e repudiante. A gente tem que repudiar isso”, diz a mulher.

Além de criticar o trabalho dos guardas, ela alega que eles estariam multando uma “cidadã de bem”, e pede que o vídeo viralize. Banhistas que passavam pelo local pediram para que ela colocasse a máscara. No vídeo, é possível ouvir o momento em que um outro critica a postura da moradora, e diz que ela “quer aparecer”.

A mulher divulgou um vídeo nas próprias redes sociais, em que aparece criticando a GCM. Ela gravava os guardas e questionava a multa. “Não aceitem jamais a tirania, os absurdos e a ilegalidade do Estado”, diz no vídeo. Ela critica o fato de, na multa, constar o endereço da avenida próxima, e não informar que ela estava na faixa de areia. Apesar da crítica, este é um protocolo seguido pela corporação.

Pelas redes sociais, a mulher afirmou que quando foi abordada pelo GCM, estava sozinha, caminhando na beira da água, com o devido distanciamento social. Ela afirma que estava com máscaras, que se encontravam na mochila.

“O guarda municipal lavrou o auto de infração mencionando erroneamente o local do ocorrido, o endereço de um edifício na Avenida Bartolomeu de Gusmão. Antes de assinar, eu li o auto lavrado, me certifiquei do erro e avisei ao mesmo e a todos os demais guardas municipais que se encontravam ali, para a devida correção do local certo da abordagem, vez que, eu não me encontrava no edifício mencionado e sim caminhando na praia, na beira d’água”, diz ela.

Segundo ela, o pedido foi negado diversas vezes. Ela afirma também que solicitou que o auto de infração fizesse menção da máscara, que estava nas mãos dela. “Sou advogada, e não poderia assinar um documento com erro grotesco e incompleto. Aproveito a oportunidade, e faço um apelo para que as autoridades ajam com a devida prudência em suas abordagens e autuações, e a população leia atentamente, qualquer documento antes de assiná-lo”, finaliza.

Patrulhamento

Em nota, a Prefeitura de Santos confirmou que o caso aconteceu no último sábado, quando uma equipe da Guarda Civil Municipal, durante patrulhamento na faixa de areia da praia, abordou a mulher que aparece no vídeo.

Segundo a Administração, o guarda a orientou sobre a obrigatoriedade do uso correto da máscara facial. Diante da recusa, foi aplicada multa, prevista em legislação municipal, no valor de R$ 300. A GCM destaca que a multa é aplicada quando a pessoa não traz consigo a máscara e/ou se recusa a usá-la corretamente, ou seja, cobrindo o nariz e a boca.

O presidente da Associação dos Guarda Civis Municipais da Baixada Santista, Rodrigo Coutinho, que divulgou o vídeo, esclarece a questão do endereço citado pela mulher. “A regra é que se coloque um endereço. Se é um local com faixa de areia, precisa colocar um endereço de referência, por isso, foi colocado um numeral, para que seja válido. É uma referência”.

Em nota divulgada, Coutinho ainda fala sobre a postura da mulher e a conduta dos agentes. “A associação apoia e parabeniza os GCMs envolvidos na ocorrência pelo profissionalismo e empenho, por contribuírem de forma direta na prevenção da saúde da população”.

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