03/10/2019 às 18h51min - Atualizada em 03/10/2019 às 18h51min

Delegado dá detalhes sobre assassinato de Maria Carla, em Olho D’Água Grande

Provável assassino de Maria Carla tinha perfil real bloqueado pela vítima nas redes sociais

Da Redação - com Jânio Barbosa
Jânio Barbosa - NN1
Na tarde desta quinta-feira (03/10), o delegado regional de Arapiraca, Everton Gonçalves, concedeu entrevista onde relatou detalhes das investigações sobre o assassinato de Maria Carla Lucas da Silva, de 18 anos, encontrada morta à beira de uma estrada em Olho D’água Grande. A jovem era desaparecida desde o último domingo (29/09), e seu provável assassino se suicidou um dia após o crime.
 
“Houve o desaparecimento de uma jovem de 18 anos, por nome de Maria Carla, na zona rural de Olho D’Água Grande. A família nos noticiou que ela teria saído na madrugada de domingo (29/09) para segunda para encontrar com um rapaz que teria conhecido pelo Facebook. A família acreditava até então que ela havia fugido com esse rapaz”, iniciou o delegado.
 
“A Maria Carla mantinha uma conversa com um perfil que se identificava como Yuri. Manteve o contato com esse perfil, acreditamos que houve um flerte, um namoro virtual entre eles, e na segunda (30/09), eles resolveram se encontrar; marcaram o encontro ainda na zona rural de Olho D’Água Grande, nas proximidades da casa da moça”.
 
Everton conta como foi possível identificar a pessoa por trás do perfil com quem Carla conversava. “Ela foi ao local e não retornou à sua residência. No dia seguinte ao desaparecimento, um rapaz da mesma localidade, identificado como José Wellington, conhecido por ‘Lilo’, de 32 anos, cometeu suicídio, e ele mandou mensagem para algumas pessoas explicando que teria feito algo muito grave e que não aguentava viver com isso. Daí já houve a suspeita de que ele pudesse ter algum envolvimento no desaparecimento da Maria Carla”.
 
“Nós conseguimos ‘quebrar’ algumas informações das redes sociais, e assim nós confirmamos que quem utilizava o Facebook do Yuri era, na verdade, o próprio Lilo. Ou seja, Lilo criou um perfil falso, manteve o contato com a Maria Carla, marcou esse encontro, ela provavelmente o reconheceu no local, e ele tirou a vida dessa jovem. Nós lemos algumas conversas, e vimos que começaram a conversar normalmente, até que o interesse apareceu e eles já se chamavam de ‘meu amor’, apesar de não se conhecerem pessoalmente”, explicou o delegado.
 
Wellington era bloqueado como amigo de Maria Carla no Facebook. A Polícia Civil acredita que a vítima não gostava dele, e que talvez ele já a tivesse ‘paquerado’. Os policiais deduzem que Maria Carla foi abusada sexualmente antes de morta, mas a confirmação será dada após exame realizado pelo IML.
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