07/11/2019 às 09h31min - Atualizada em 07/11/2019 às 09h31min

Polícia abrirá inquérito para investigar morte de bebê de 7 meses; Padrasto estava sozinho no local

Wallaph Magno, de 25 anos, é um dos acusados na morte do professor Vandiele Araújo

Da redação
Cortesia ao NN1
Um bebê de apenas sete meses de idade morreu após sofrer uma queda na noite desta quarta-feira (06/11), na residência da família, no bairro Primavera, em Arapiraca. Maria Lorrany Santos Silva teria sofrido uma queda de uma cama, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O SAMU foi chamado, mas não obteve êxito na reanimação da criança.

O relatório policial aponta que ao chegar no local para apoio às equipes do SAMU, a guarnição da Força Tarefa já encontrou a criança desacordada, e apenas um adulto estava na casa. Em declaração aos militares, Wallaph Magno Almeida de Souza, de 25 anos, afirmou que estava sozinho na residência e quando chegou ao cômodo, a criança já estava morta.

No entanto, Wallaph entrou em contradição ao se declarar pai da criança. Chamada minutos após o fato, a mãe de Maria Lorrany, que não teve a identidade revelada, afirmou que ele não é o pai, e sim padrasto. Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local por mais de duas horas, para atestar as circunstâncias da morte da bebê.

Segundo informações extraoficiais obtidas pelo NN1, a criança sofreu um traumatismo encefálico, e havia alguns hematomas em partes do seu corpo. De posse desses dados, um inquérito policial será aberto para apurar a veracidade das informações prestadas pelo padastro e as causas do óbito. As autoridades irão investigar se houve participação direta ou indireta de Wallaph no ocorrido. O laudo pericial oficial do IC deve sair em algumas semanas.

Wallaph Magno é acusado de ser um dos autores materiais do assassinato do professor Vandiele da Silva Araújo Rocha, que foi morto a golpes de faca no pescoço em 30 de agosto deste ano, em sua residência no bairro São Luiz. Ele fugiu com o veículo do professor tomando destino ignorado, e se entregou à polícia cinco dias após o crime. Atualmente, ele responde ao caso em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica, graças a uma decisão judicial.
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