07/11/2019 às 12h49min - Atualizada em 07/11/2019 às 12h49min

Pedro Carlos dispara contra direção do PSL Arapiraca, que responde em nota; 'velho e esquecido nome da esquerda'

Guerra nos bastidores mira disputa para prefeitura de Arapiraca em 2020

Luciano Amorim
Reprodução
A guerra política em torno do controle do PSL nacional, travada entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, parece estar se reproduzindo em Alagoas. Nos bastidores, está declarada uma disputa ferrenha em torno do comando do PSL em Arapiraca, envolvendo diretamente o presidente local da siga, o policial civil Abelardo Silva, e o advogado Pedro Carlos Cavalcante.

O fundo da guerra tem um motivo claro: a indicação do partido para prefeitura de Arapiraca em 2020. Desde 2017 na sigla, Pedro Carlos vinha se identificando publicamente como o nome para a disputa majoritária, contando inclusive com o apoio da direção municipal do partido. O cenário começou a mudar este ano, com a aproximação do advogado Claudio Canuto aos quadros do PSL – ele acabou assumindo a vice-presidência do partido em julho.

O capítulo mais recente da guerra aconteceu nesta quarta-feira (06/11), quando Pedro Carlos concedeu entrevista a um jornal arapiraquense, fazendo duras críticas à condução do diretório municipal por Abelardo Silva. Segundo ele, a partir do momento da entrada de Canuto no partido, os “patriotas” começaram a ser afastados, citando como exemplo o conselheiro tutelar Netinho Cavalcante e o apresentador André Pepes.

Pedro Carlos cita ainda a nova orientação dada a partir de julho, que cria dificuldades até para os atuais vereadores Edvanio do Zé Baixinho e Márcio Marques se candidatarem novamente pelo partido, “de forma acovardada, por pessoas despreparadas e democracia zero”, disse o advogado. Até o presidente estadual da legenda, Flavio Moreno, foi alvo de Pedro Carlos, a quem acusa de não interferir para resolver a questão. “A falha é essa, não se reunir para acalmar os ânimos e determinar o que o partido vai fazer”, disse.

A resposta de Abelardo Silva veio nesta quinta-feira (07/11), em forma de uma nota distribuída em grupos de whatsapp. Nela, o presidente insinua que Pedro Carlos está querendo “sabotar” o próprio partido, e que alguém “o está estimulando para tentar, inutilmente, passar a falsa impressão de que o grupo do PSL de Arapiraca é fraco e desunido”. O comunicado diz ainda que Pedro Carlos é “um velho e esquecido nome da política de esquerda”, e questiona se “seus antigos aliados da esquerda arapiraquense lhe deram esta missão de se infiltrar e de sabotar o partido do Bolsonaro”.

A disputa ainda promete outros capítulos, principalmente porque o prazo final de filiações partidárias com vistas às eleições acaba somente em abril de 2020 – seis meses antes do pleito.
 
Veja a nota do PSL de Arapiraca na íntegra:

 

QUEM ESTÁ POR TRÁS DE PEDRO CARLOS?
 
Nos últimos dias, ressurgiu um velho e esquecido nome da política de esquerda de Arapiraca: Pedro Carlos Cavalcante. Figura folclórica que já foi candidato a prefeito pelo PT nos anos 90, obtendo uma votação vexatória, e que sempre trilhou entre partidos de esquerda, arrumando desafetos por todos em que passou.

Para seus antigos conhecidos, causou surpresa vê-lo trocar a tradicional bandeira vermelha com a foice e o martelo pela bandeira verde e amarela, como também causou surpresa ver o mesmo se promover em suas redes sociais expondo fotos de sua participação na campanha de Bolsonaro, parecia algo surreal, parecia algo sem nexo, porém, para os mais próximos, nada mais surpreende em Pedro Carlos, pois sabem que o mesmo é detentor de uma instabilidade emocional muito grande, o que provavelmente causou seu afastamento do Cartório de seu falecido pai, como também causou o fim de quase uma dezena de casamentos, alguns com finais bastante conturbados.

Por ser uma pessoa extremamente complicada e instável, PCC não tem nem o apoio político da própria família, que apoiou na última eleição para vereador e também apoiará nessa seu sobrinho Valsandy.

Logo após a vitória de Bolsonaro no final de 2018, PCC, de forma bastante estranha e sem consultar o diretório do partido, passou a se autoproclamar pré-candidato a prefeito pelo PSL de Arapiraca, sendo então avisado pelos diretórios municipal e estadual que, caso surgisse outro nome com maior densidade eleitoral e mais alinhado ao momento político do partido, ele (PCC) não seria apresentado como candidato à majoritária, pois a grande maioria dos filiados, principalmente os que conheciam seu passado, não aceitavam de bom grado o seu nome.

Inicialmente PCC demonstrou que, caso isso acontecesse, aceitaria sem nenhum problema, porém, quando realmente surgiu um nome forte, alinhado e unânime dentro do partido, PCC passou a pagar, de forma bastante suspeita, por diversas manchetes em jornais com notícias falsas no intuito de sabotar o próprio partido, chamando o grupo de fraco e tentando passar a falsa impressão para a sociedade de que o partido estava em crise e que sua saída causaria um enorme prejuízo, quando na verdade sua saída voluntária alavancou o partido, trouxe uma maior identificação com a direita arapiraquense e proporcionou o ingresso de reforços de peso, os quais não se identificavam com seu nome para a majoritária.

Por fim, resta saber quem está por trás de Pedro Carlos? Quem o está financiando para sabotar o próprio partido? Quem o está estimulando para tentar, inutilmente, passar a falsa impressão de que o grupo do PSL de Arapiraca é fraco e desunido? Será que seus antigos aliados da esquerda Arapiraquense lhe deram esta missão de se infiltrar e de sabotar o partido do Bolsonaro? Aguardemos os próximos capítulos, mas toda a verdade uma hora aparece.
 
Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará João 8, 32.

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