27/11/2019 às 07h34min - Atualizada em 27/11/2019 às 07h34min

OPERAÇÃO FLASH BACK – Ação integrada cumpre mandados de prisão em combate a facção criminosa em Alagoas

Pelo menos seis pessoas foram presas em Arapiraca; Um morreu

Da Redação - com Assessoria
Jânio Barbosa - NN1
Na manhã desta quarta-feira (27/11), uma operação policial foi deflagrada para cumprir mandados de prisão em oito estados do país, incluindo Alagoas. Segundo informações iniciais, a ação policial é em combate a facções criminosas em Alagoas e mais sete estados.

A ação cumpre 110 mandados de prisão em Alagoas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Tocantins e Sergipe. Deste total, 66 mandados de prisão são cumpridos aqui no estado.

Em Arapiraca, pelo menos seis pessoas foram detidas e se encontram na Central de Polícia Civil. Dois deles, identificados como Vilma e Eduardo, foram presos na cidade de Limoeiro de Anadia com um simulacro de arma e aparelhos celulares. Outro suspeito foi levado da cidade de Santana do Ipanema. Pelo menos um envolvido, conhecido como Maceió, morreu no bairro Manoel Teles. Ele tinha passagem por mais de 11 homicídios.

O Ministério Público do Estado de Alagoas atuou em cooperação com os Gaecos dos Ministérios Públicos dos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Tocantins e Sergipe.
O objetivo do trabalho é combater o principal núcleo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com base no Mato Grosso do Sul, de onde saem as ordens de justiçamento para todo Brasil, sob comando de um faccionado identificado como ‘Maré alta’. Segundo as investigações, este indivíduo compõe a atual liderança da facção, que substitui o fundador e líder, Marcos Willians Camacho, conhecido como ‘Marcola’ que atualmente está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

A operação originária em Alagoas parte para o enfrentamento ao PCC não com o propósito de apreender armas e drogas, mas de isolar os líderes da nova estrutura, que tem como caraterística a truculência no ‘tribunal do crime’, com mortes bárbaras pelo Brasil, inclusive em Alagoas, com maiores registros em Maceió e região Metropolitana. De acordo com as investigações, o ‘tribunal do crime’ é formado pelos que detém maior poder ou funções privativas dentro da facção.

Para garantir o cumprimento de todos os mandados de prisão e demais trâmites cartorários, cerca de mil policiais civis e militares de Alagoas e de outros estados foram empregados na operação. Aqui no estado, participam equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Radiopatrulha (BPRp), Batalhão de Trânsito (BPTRan), Batalhão Rodoviário (BPRv), os 3º, 5º, 6º, 7º e 11º Batalhões, 3ª e 4ª Companhias Independentes, Grupamento Aéreo, Delegacia Regional de Arapiraca, Divisão Especial de Investigações e Capturas (DEIC), Tigre, Asfixia e Operação Policial Integrada Litorânea (Oplit).

Em Sergipe, a Secretaria da Segurança Pública (SSP/SE) e o Comando de Operações Especiais da Polícia Militar (COE/PMSE) auxiliaram na operação e no cumprimento dos mandados. Em Pernambuco, houve colaboração da Polícia Civil, através da Diretoria de Inteligência (DINTEL). No âmbito federal, o Ministério da Justiça, por intermédio da Secretaria de Operações Integradas (SEOPI), colaborou com a ação.
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