24/03/2020 às 07h57min - Atualizada em 24/03/2020 às 07h57min

O pior ataque da história do Vasco, comprovado pelos números, não é só culpa dos atacantes

Sem Abel, e sob nova direção, o grande desafio vascaíno é, mais que colocar o pé na forma, arrumar formas de fazer a bola chegar no ataque com qualidade

Jânio Barbosa - com O Gol
Foto: Rafael Ribeiro / Vasco
Mais que uma opinião, uma constatação: o Vasco tem o pior ataque de sua história. Nunca um início de temporada foi tão difícil para o Cruz-Maltino no que diz respeito a mandar a bola para a rede. Em levantamento feito pela equipe de oGol, nunca houve um ataque tão negativo na história do Vasco em um início de temporada.

Averiguamos todos os inícios de temporada do clube e o atual ataque, com apenas oito gols em 14 partidas, é o pior de todos (se tivermos como referência os 14 primeiros jogos e levarmos em conta apenas competições oficiais). Um ataque quase tão ineficiente, só em 1967. Na época, foram dez gols em 14 partidas.

Naquela época, um time muito jovem acabou em quinto no Carioca e eliminado na primeira fase no Brasileiro. Este ataque vascaíno conseguiu se sair pior. Nunca o clube demorou tanto para vencer a barreira dos dez gols na temporada (sabe-se lá quando irá vencê-la). A parada por conta do coronavírus pode ser de reflexão em São Januário. 

O único que se salva, até o momento, é justamente o centroavante do time: Germán Cano marcou cinco gols na temporada, ou seja, é responsável por mais da metade dos gols do time. Os outros gols são do zagueiro Werley (marcou duas vezes) e do meia Andrey. 

No 4-3-3 usado por Abel Braga, o meio-campo praticamente inexistiu e o ataque tentou criar sozinho, mas as pontas não funcionaram (Marrony vive momento ruim e Talles Magno ainda sofre com lesões). Sem Abel, e sob nova direção, o grande desafio vascaíno é, mais que colocar o pé na forma, arrumar formas de fazer a bola chegar no ataque com qualidade. O pior ataque da história do Vasco não é culpa só dos atacantes...
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