23/09/2020 às 08h33min - Atualizada em 23/09/2020 às 08h33min

Polícia Federal cumpre mandados da 75ª fase da Lava Jato no Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe

Operação investiga crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro durante o processo bilionário de contratação pela Petrobras do fornecimento de navios lançadores de linha, que atuam em alto-mar

- Da redação com G1
Reuters

A Polícia Federal (PF) cumpre 25 mandados de busca e apreensão referentes a 75ª fase da Operação Lava Jato, na manhã desta quarta-feira (23/09) no Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. Não há ordens de prisão expedidas.

A atual fase investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos firmados por empresas do Grupo Seadrill com a Petrobras para o fornecimento de três navios lançadores de linha. Para a construção e o posterior uso em regime de afretamento por oito anos, os contratos totalizaram US$ 2,7 bilhões, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Esses navios são chamados de PLSVs e são criados para atuar em alto-mar, em águas com profundidade de até 3 mil metros.

Conforme as investigações, em relação a esses contratos, que foram celebrados pela diretoria de exploração e produção da Petrobras, há indícios de que a empresa Sapura no Brasil contratou intermediários e operadores financeiros que, mediante o pagamento de 1,5% do valor em propinas, eram responsáveis por viabilizar a inclusão da empresa em certame da Petrobras e obter informações privilegiadas de dentro da estatal .

Os fatos vieram à tona, ainda conforme a PF, após depoimentos de colaboração premiada de lobistas que atuavam junto a funcionários da Petrobras e agentes políticos com influência na estatal. A operação foi batizada de Boeman.

Paralelamente às investigações, através de uma ajuda jurídica internacional, a Polícia Federal obteve informações de que autoridades holandesas também conduziam investigações de fatos envolvendo os atos ilícitos para o fornecimento dos navios lançadores de linha.

Conforme a PF, as empresas estrangeiras vencedoras da licitação, posteriormente, subcontrataram uma companhia holandesa para execução do serviço licitado, a qual era representada por um dos empresários brasileiros investigado, e que, em virtude dos acertos espúrios, também realizou pagamentos ilícitos aos envolvidos.

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