08/08/2019 às 17h20min - Atualizada em 08/08/2019 às 17h20min

Polícia Civil divulga retrato falado de suspeitos de decepar dedos de empresária

O delegado afirmou que a Polícia Civil está dando total prioridade ao caso

Luciano Amorim
Divulgação
O delegado Thales Araújo, do 44º Distrito Policial de Arapiraca, divulgou na tarde desta quinta-feira (08/08) o retrato falado dos dois suspeitos ao assalto à oficina mecânica ocorrida na última sábado (28/07), que terminou com os envolvidos arrancando dois dedos da comerciante Marizete Maria de Oliveira, 41 anos.

Segundo as investigações da PC, um dos suspeitos é branco, tem entre 23 e 34 anos, olhos verdes, entre 1,84 e 1,87m de altura e uma tatuagem no lado direito do pescoço, em forma de estrela. Já o outro tem entre 1,45 e 1,55m, é negro, tem entre 22 e 27 anos, além de arranhões recentes no rosto e um brinco tipo argola na orelha direita.

O delegado afirmou que a Polícia Civil está dando total prioridade ao caso, pela comoção social causada em toda Arapiraca. “Estamos dando prioridade absoluta, porque foi um crime chocante. Estamos contando com apoio da equipe da regional, da DEIC (Divisão Especial de Investigação e Capturas). E o que podemos fazer está sendo feito”, disse.

Thales afirmou ainda que a Polícia está atenta a todas as pistas que estão sendo fornecidas, e que há várias linhas de investigação em curso. “Diversas linhas de investigação estão sendo trilhadas. Porém, a principal é a de latrocínio (assalto seguido de atentado à vida). Quero ressaltar que a gente tem recebido muitos informes. Qualquer tipo de informação que a população tiver é importante, nada é pequeno demais, tudo está sendo averiguado com maior cuidado”, garantiu.

Ele disse ainda que a recompensa oferecida pelo deputado Cabo Bebeto (PSL), de cerca de 12 mil reais para quem encontrar os autores do crime, é de iniciativa da Assembleia Legislativa, e que a Polícia Civil não tem responsabilidade sobre o pagamento desse valor.

“A recompensa é iniciativa da Assembleia Legislativa. A Polícia não tem relação com a recompensa, não sabe dizer como seria pago esse valor. Tivemos relatos que muitas pessoas estão ligando pro 181 não pra passar informação, mas pra perguntar sobre o pagamento da recompensa. Isso é um problema, porque inviabiliza o disque denúncia”, disse o delegado.

 
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