sábado, 6 março, 2021
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Pfizer deve lançar vacina em pó contra Covid-19

O diretor-geral da companhia, Mikael Dolsten, disse que a Pfizer está se articulando para dar continuidade à vacinação em massa contra a Covid-19 e falou sobre os planos para o desenvolvimento do imunizante em pó

A indústria farmacêutica Pfizer planeja o lançamento de uma vacina em pó contra o novo coronavírus (Covid-19). A ideia, que ainda está em fase de estudos, visa driblar as dificuldades de distribuição do antígeno da companhia, produzido em parceria com a BioNTech.

Essa informação foi confirmada pelo diretor-geral da companhia, Mikael Dolsten, durante entrevista concedida ao jornalista Josh Nathan-Kazis, da revista Barrons, na terça-feira (12/01). Na conversa, ele revelou detalhes sobre como a Pfizer está se articulando para dar continuidade à vacinação em massa contra a Covid-19 e falou sobre os planos para o desenvolvimento do imunizante em pó.

De acordo com Dolsten, um ponto a favor do imunizante em pó está relacionado ao fato de que o produto poderia ser transportado em refrigeradores comuns, ação que facilitaria a logística da vacinação em massa com a fórmula desenvolvida pela companhia farmacêutica, pois, atualmente, o antígeno BNT162 necessita de temperaturas abaixo de 70 graus negativos.

Sobre a forma de aplicação, Dolsten explica que a vacina em pó seria administrada da mesma forma que as líquidas, pois, ao chegar na unidade de aplicação, seu conteúdo poderá ser diluído.

Quando será disponibilizada?

Já em relação à disponibilização do novo medicamento, Dolsten destacou que os pesquisadores têm obtido evolução no desenvolvimento da versão em pó. Nesse sentido, o gerente-geral da Pfizer conta que há expectativas de que as primeiras doses estejam prontas no meio deste ano, podendo substituir, completamente, a versão líquida e congelada até 2022.

Por fim, Dolsten também disse que a companhia farmacêutica prevê que a imunização contra a Covid-19 poderá ser recorrente, por isso, os atuais antígenos poderão perder a utilidade em 2 anos, em razão de possíveis mutações do vírus.

“Acho que o número de mutações que se acumularam neste curto período mostra que é muito razoável supor que dentro de um certo tempo, que pode ser um ano, dois anos, as vacinas atuais, todas elas, perderão atividade. Elas não ficarão inativas [do dia] para a noite, mas vão perder gradualmente”, explicou.

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