sábado, 25 setembro, 2021
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Procuradoria de Teotônio denuncia professores por suposta aglomeração em paralização por direitos negados

Ação movida pela procuradoria municipal foi recebida por diversos educadores como uma clara retaliação à categoria, em função da paralização de 48 horas realizada na semana passada

Na manhã desta quinta-feira (22/07) os representes do SINTEAL, núcleo Teotônio Vilela, tiveram que comparecer a Delegacia de Polícia do município para prestar esclarecimentos sobre a paralisação de advertência realizada pelos educadores na quarta e quinta-feira da semana passada (14 e 15/07), para reivindicar direitos negados pela Administração do município de Teotônio Vilela à categoria.

Segundo o delegado Artur César, um inquérito policial foi aberto contra os representantes do sindicato. A ação foi proposta pelo Ministério Público, depois que a procuradoria do município ofereceu denúncia de fato contra o sindicato no órgão ministerial.

Segundo o procurador Pedro Marcelo da Costa Mota, a procuradoria municipal recebeu denúncia de que o sindicato dos trabalhadores em educação de Teotônio Vilela teria promovido aglomerações e desrespeitado os protocolos de segurança impostos pelos decretos municipal e estadual de restrições da pandemia da covid-19.

Apesar das repercussões nas redes sociais – a ação foi recebida como uma clara retaliação por parte do poder público municipal – o procurador do município informou que recebeu uma denúncia de aglomeração e descumprimento dos decretos estadual e municipal, e que, por isso, remeteu o caso ao Ministério Público. Segundo Pedro Marcelo, “a ação é rotineira” como já aconteceu em  ocasiões anteriores quando de infrações cometidas por comerciantes da região.

Nas redes sociais os profissionais da educação reagiram. Uma professora comentou uma postagem de um colega de profissão, “eles querem nos parar, mas nós vamos continuar lutando por nossos direitos”, escreveu. Outra funcionária rebateu a acusação sobre a suposta aglomeração atribuída à paralização, “a aglomeração acontece nas escolas, nas inaugurações, nas festas, nas visitas de equipes de outras cidades”, contrapôs.

Em frente a secretaria de educação professores usam máscaras, atendemos aos protocolos de segurança impostos pelos decretps estadual e mucicipal | Foto: SINTEAL

Ainda assim, os dirigentes sindicais, Cornélio Juvêncio de Souza e Edinaldo Ferreira da Silva, presidente e vice, respectivamente, do SINTEAL, núcleo Teotônio Vilela, foram ouvidos pelo delegado Artur César na manhã desta quinta-feira (22/07).

Os sindicalistas tiveram de explicar como se deu a realização do evento, e quais protocolos de segurança foram executados pelos participantes da paralização. Eles estavam acompanhados de um advogado do órgão sindical, e de colegas de profissão que foram prestar solidariedade.

O NN1 publicou matéria sobre o a paralização realizada pelos educadores, na qual o sindicato explica que o evento “atenderia a todos os protocolos de segurança para evitar o contágio do coronavírus”.

Em entrevista ao programa Acorda Cidade, da rádio Cidade Fm, realizada na manhã do primeiro dia de paralização (14/07), o presidente do SINTEAL, Cornélio Juvêncio, reiterou os protocolos de segurança adotados pela organização da ação, entre elas, a diminuição do percurso utilizado pelos educadores – da escola Dom Avelar Brandão Vilela para a secretaria de educação do município, uma distância de aproximadamente 500 metros – percurso diferente dos realizados em outras paralisações da categoria antes da pandemia.

Além disso, segundo orientação da direção do sindicato, os profissionais que participaram da paralização se organizaram em filas, respeitando o distanciamento social e fazendo o uso de máscaras, além da utilização de álcool como mais uma medida de contenção da disseminação do vírus.

Agora, o SINTEAL, além de não ter conseguido avançar nas negociações com os representantes do governo, em conversa durante a paralização, segundo informou o presidente do sindicato, deverá responder ao inquérito policial, instaurado pela polícia civil, a pedido do MP, depois de provocação feita pelo município.

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