sexta-feira, 14 maio, 2021
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“Quem não deve nada, não tem por que temer a CPI da Covid”, afirma Rodrigo Cunha

Em entrevista à Rádio 91.5 FM, o senador falou sobre a crise sanitária e econômica gerada pela pandemia da Covid-19 no Brasil

Na manhã desta quarta-feira (21/04), o senador Rodrigo Cunha foi entrevistado no Comando 91, na Rádio 91.5 FM, onde falou sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI da Covid-19 que será instaurada no Senado Federal.

Rodrigo Cunha começou a entrevista declarando que é totalmente a favor da instalação da CPI, que é uma ferramenta de trabalho do legislativo para ampliar a fiscalização e dar transparência aos atos dos governos. “Quem não está devendo nada, não tem por que temer essa CPI. Sou favorável às investigações sobre o que foi feito e não foi feito pela União no combate à pandemia da Covid-19, e os repasses do Governo Federal aos estados também serão investigados. A nossa função é fiscalizar e a CPI amplia a nossa fiscalização”, ressalta.

O senador destaca que a CPI tem poder de investigação para fazer interrogatórios, requisitar documentos sigilosos, pedir quebra de sigilo fiscal e tem prazo para terminar. “A CPI não pode punir, nem decretar prisão. Ao final das investigações, será feito um relatório a ser entregue ao Ministério Público Federal, que dará andamento aos trâmites legais”, explica.

Segundo ele, a CPI do Senado não pode investigar os governadores, mas pode investigar como aconteceram os repasses dos recursos federais para os estados.

Em relação a essa questão, Rodrigo Cunha não concorda com a presença do senador Renan Calheiros na relatoria da CPI, isso porque ele é pai do governador de Alagoas, Renan Filho. “Com o Senador Renan Calheiros na relatoria, é possível que os repasses vindos para Alagoas não sejam investigados, isso porque pai não investiga filho, isso não tem cabimento. Se a CPI começar assim, corre o risco de perder a credibilidade, pois não terá uma atuação independente e transparente”, afirma.

A CPI da Covid deve ser instaurada no Senado na próxima terça-feira (27/04).

Em se tratando da vacinação contra a Covid-19, Rodrigo Cunha observa que falta um comando nacional, por isso não há uma padronização no Plano Nacional de Imunização (PNI).

“Faltou planejamento, alguns municípios estão com baixa taxa de vacinação, em outros faltam vacinas da Coronavac para a segunda dose, como em Arapiraca. O Brasil devia dar exemplo e não está porque faltam vacinas. Isso está acontecendo porque o governo federal não demonstrou interesse em comprar vacinas logo no início do processo de produção de vacinas nos laboratórios internacionais”, aponta Rodrigo Cunha.

Em relação à crise econômica gerada pela pandemia, o senador diz que o auxílio emergencial não tem mais o peso de antes porque o valor é menor, muito aquém do que deveria ser. “Com esse valor, não dá para colocar comida na mesa do brasileiro. Nós estamos mergulhados numa crise econômica muito séria e precisamos da ajuda de organismos internacionais”, frisa.

Ele acredita que o Plano de Distanciamento Social de Alagoas deve ser mantido, segundo os parâmetros da ciência para combater o aumento no número de casos da Covid-19 no estado, mas ressalta que é preciso olhar para a crise econômica de uma forma diferente, onde todos se ajudem, trabalhador, empresários e setor público. “É preciso que o setor público ajude os empresários de uma forma que evite mais demissões”, enfatiza.

Rodrigo Cunha finalizou a entrevista destacando que, apesar de toda a crise, não podemos perder a fé e esperança em dias melhores. “Precisamos erguer a cabeça porque podemos ter dias melhores. Se cuide, cuide de quem você ama e não perca a fé em Deus”, declara.

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