segunda-feira, 20 setembro, 2021
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Rayssa Leal faz história no skate: Aos 13 anos é prata nas Olimpíadas

Mais jovem atleta brasileira da história dos Jogos, ela subiu ao pódio entre duas japonesas na estreia da modalidade nos Jogos

Rayssa Leal, de 13 anos, chegou a Tóquio como a brasileira mais jovem da história das Olimpíadas 2020. Era pouco. A maranhense conquistou a medalha de prata no skate street na madrugada desta segunda-feira (26/07), entrando para a história como a atleta mais nova a subir num pódio defendendo o Brasil.

Conhecida também como “Fadinha”, pela fantasia que usava em seu início no esporte, ela terminou no meio de um pódio com duas japonesas. Momiji Nishiya, também de 13 anos, levou o ouro com 15.26, enquanto Funa Nakayama, de 16, terminou com o bronze com 14.49. A anfitriã mais bem cotada, Aori Nishimura, atual campeã mundial e número 3 do mundo, terminou no oitavo lugar.

Rayssa, que chegou a liderar a final e terminou no segundo lugar com nota 14.64, é uma das principais personagens do Brasil em Tóquio. Em 2015, ela ficou muito conhecida quando um vídeo em que andava de skate vestida de fada rodou as redes sociais e a levou a programas de televisão. No Japão, se divertiu passeando pela Vila e brincando com a lenda do esporte, Tony Hawk, que sempre dá muita atenção à skatista brasileira.

Para chegar aos Jogos com 13 anos, obviamente ela é resultado de um sucesso muito rápido. Aos 11, foi campeã brasileira, mesma temporada em que se tornou a mais jovem a ganhar uma etapa do circuito mundial. Também chegou ao vice-campeonato do mundo em 2019.

A ida para a final olímpica foi de alegria para Rayssa, mas frustrante para as outras brasileiras, que ficaram fora: Pâmela Rosa, de 22 anos, atual número 1 do ranking e campeã mundial em 2019, e Leticia Bufoni, de 28 anos, maior vencedora dos X Games e um dos grandes nomes da história. Pamela Rosa, favorita a uma medalha, competiu lesionada e não conseguiu chegar à final do street.

Pamela Rosa, Rayssa Leal e Leticia Bufoni, as brasileiras do street nos JogosCrédito: Ben Curtis/AP

Mais medalha no skate

Na madrugada anterior, Kelvin Hoefler conquistou a prata também no street, primeira medalha do Brasil em Tóquio e primeiro pódio da história do skate olímpico. O ouro ficou com o anfitrião Yuto Horigome.

Kelvin é um dos nomes mais regulares do mundo no street, mas não era exatamente o maior favorito ao primeiro lugar. Foi top-5 nos Mundiais de 2018, 2019 e 2021, e chegou candidato a se manter no grupo de cima e brigar por uma medalha, o que se confirmou.

Depois de ser o quarto melhor colocado na classificação, o brasileiro começou muito bem na final e foi se mantendo na liderança nas primeiras avaliações. Ao fim da quinta de sete notas, ele saiu do pódio, mas na sexta conseguiu assumir o bronze. Na última, ele fez sua melhor manobra e chegou a 36.15, o bastante para firmar a medalha de prata.

A medalha de ouro foi para o japonês Yuto Horigome, que teve quatro notas acima de 9 e fechou com 37.18. O bronze ficou com o americano Jagger Eaton, com 35.35.

Kelvin Hoefler, medalhista de prata no skate street nas Olimpíadas / Foto: Ben Curtis/AP

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